Sábado, 22 de Agosto de 2026 às 20:39
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Lula liga para Trump e defende fim de tarifas contra Brasil, alegando que acusações americanas são infundadas

Lula e Trump dialogam sobre tarifas e segurança em conversa telefônica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21), em um diálogo que abordou desde a reabertura de negociações comerciais bilaterais até a busca por soluções para conflitos internacionais.

Durante a chamada, que durou cerca de 1 hora e 20 minutos, Lula defendeu que as alegações americanas que levaram à imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros são, na visão do governo brasileiro, infundadas. O Planalto classificou o encontro como cordial.

As medidas americanas foram justificadas com base em preocupações com desmatamento, acordos comerciais preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, o sistema de pagamentos instantâneos Pix, o setor de etanol e a importação de produtos fabricados com trabalho análogo à escravidão. Conforme informação divulgada pelo Planalto, Lula argumentou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos, ressaltando que o diálogo é o caminho mais produtivo.

Trump concorda com diálogo e propõe reencontro de equipes diplomáticas

Donald Trump demonstrou concordância com a necessidade de manter fortes vínculos comerciais entre os dois países. Ele propôs que as equipes diplomáticas de ambos os governos se reúnam em breve para dar seguimento às discussões.

Na pauta de segurança, o presidente brasileiro reiterou o interesse do Brasil em fortalecer a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Lula explicou que, embora grupos criminosos causem terror diário às populações mais vulneráveis, eles não devem ser confundidos com organizações terroristas.

Brasil apresenta resultados no combate ao crime organizado

Lula destacou que o Brasil possui instrumentos eficazes para lidar com essas organizações, mencionando a estratégia de asfixia financeira que já resultou na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões. Ele também apresentou os avanços brasileiros na área, como a Lei Antiac{‘a}rc{‘a}o e a criação do Centro de Coopera{‘a}{‘a}o Policial Internacional da Amaz{‘o}nia, em Manaus.

Em resposta, Trump se mostrou disposto a reforçar a cooperação bilateral e anunciou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas. A conversa também incluiu discussões sobre os principais conflitos globais, com foco especial nas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Lula sugere reunião extraordinária na ONU para discutir conflitos

Ambos os presidentes concordaram sobre a urgência de se buscar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Trump, por sua vez, compartilhou as perspectivas americanas para a resolução do conflito com o Irã.

O presidente brasileiro lamentou a aparente inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para explorar saídas diplomáticas. Lula afirmou que “os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

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