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Lula: Guerra contra o Irã é desnecessária e mentirosa, baseada em falsas alegações de armas nucleares

Lula critica guerra contra o Irã, chamando-a de desnecessária e baseada em mentiras sobre armas nucleares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a guerra em curso contra o Irã, envolvendo Estados Unidos e Israel, como desnecessária e baseada em justificativas falsas. Lula rebateu a alegação de que o país persa estaria desenvolvendo armas nucleares, afirmando categoricamente que “é mentira”.

As declarações foram feitas durante entrevista à TV Cidade em Fortaleza, onde o presidente relembrou sua própria experiência ao costurar um acordo sobre o enriquecimento de urânio em 2010. Na ocasião, o objetivo era garantir que o Irã pudesse enriquecer o material para fins pacíficos, similar ao que ocorre no Brasil, mas o acordo não obteve apoio dos Estados Unidos.

Lula enfatizou que não há provas de que o Irã possua armas nucleares e que, mesmo diante de divergências políticas com Israel e os EUA, a guerra não era o caminho. Ele também mencionou a fragilidade da ideia de que a morte de autoridades iranianas encerraria o conflito, destacando a força demográfica e cultural do país.

Acordo de 2010 e a questão nuclear

O presidente rememorou sua visita ao Irã em 2010, último ano de seu segundo mandato, quando participou da negociação de um acordo para o enriquecimento de urânio com fins energéticos e não militares. Ele lamentou que os Estados Unidos não aceitaram o acordo, assim como a União Europeia, mesmo com a proposta de que o Irã utilizasse métodos semelhantes aos do Brasil, focados em aplicações pacíficas conforme a Constituição brasileira.

“Eu digo que é mentira porque eu fui, em 2010, ao Irã, fazer um acordo. E fizemos um acordo que, depois, os EUA não aceitaram nem a União Europeia. Fizemos um acordo para que o Irã pudesse enriquecer o urânio com os mesmo métodos que o Brasil”, declarou Lula.

Preocupação com o preço do diesel no Brasil

Em outro ponto da entrevista, Lula reiterou sua preocupação com a alta no preço do óleo diesel no Brasil. O país importa cerca de 30% do diesel que consome, e a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional impacta diretamente o custo do combustível, essencial para o transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, para a cadeia produtiva de alimentos e outros produtos.

O governo federal está monitorando de perto os aumentos e tomando medidas para conter o encarecimento. Lula afirmou que está em curso uma fiscalização intensa, envolvendo a Polícia Federal e os Procons estaduais, para identificar e punir aumentos abusivos. “Nós estamos, com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, fiscalizando, e vamos ter que colocar alguém na cadeia”, garantiu o presidente.

Medidas para conter alta do diesel

Uma medida provisória (MP) que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado deve ser publicada ainda nesta semana. O custo total estimado da medida é de R$ 3 bilhões por dois meses, a ser dividido igualmente entre a União e os estados.

A iniciativa visa frear a escalada dos preços dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento. Cerca de 80% dos estados brasileiros já indicaram adesão à proposta, segundo o Ministério da Fazenda. Lula comparou a situação atual com o período em que a BR Distribuidora era estatal, sugerindo que a privatização dificultou o controle dos preços na bomba.

Um mês de conflito e impactos globais

Os ataques combinados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completaram um mês sem uma perspectiva clara de acordo para encerrar o conflito. A situação levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do transporte internacional de petróleo, resultando em um aumento de aproximadamente 50% no preço do barril. Pesquisadores alertam para os riscos ambientais e climáticos decorrentes do conflito.

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