Terça-feira, 21 de Julho de 2026 às 19:31
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Justiça do Rio Confirma Condenação de Homens por Latrocínio de Músico “Pirata do Arpoador” em Ipanema

Justiça do Rio mantém condenação de homens que mataram músico em Ipanema

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante no caso do latrocínio do músico Sérgio José Coutinho Stamile. A condenação de Flávio Lima de Mello e Pablo Francisco da Silva foi mantida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Sérgio Stamile, conhecido como “Pirata do Arpoador”, foi brutalmente assassinado em agosto de 2021, no Parque Garota de Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Ele frequentava o local para meditar, geralmente sozinho, e foi vítima de um assalto que terminou em morte.

A decisão do TJRJ reafirma a responsabilidade dos acusados no crime. Conforme a denúncia, a dupla imobilizou e asfixiou o músico após uma luta corporal, fugindo em seguida com seus pertences. A notícia da manutenção da condenação foi divulgada após análise de recursos apresentados pela defesa dos réus.

Detalhes do Julgamento e Penas

A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, relatora do caso no TJRJ, foi responsável por negar o recurso especial de Flávio Lima de Mello ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com isso, Flávio permanece com a pena de 23 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.

Já Pablo Francisco da Silva teve seu recurso parcialmente acatado. A pena de Pablo, que era de 27 anos, 2 meses e 20 dias, foi reduzida para 26 anos e 3 meses de reclusão, também em regime fechado. A redução, embora pequena, representa uma alteração na sentença original.

O Crime no Parque Garota de Ipanema

O latrocínio ocorreu em uma noite em que o Parque Garota de Ipanema estava praticamente deserto. Sérgio Stamile, figura conhecida na região como “Pirata do Arpoador”, buscava um momento de tranquilidade para meditar, um hábito que cultivava no local.

A ação dos criminosos resultou na morte do músico. A investigação apontou que os dois homens o imobilizaram e o asfixiaram, caracterizando o crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A fuga com os pertences da vítima selou a acusação.

Repercussão e Justiça para a Vítima

A manutenção das condenações representa um passo importante para a família e amigos de Sérgio Stamile, que aguardavam a conclusão do processo. A Justiça do Rio, ao negar os recursos, reforça a decisão inicial e a punição aos envolvidos no trágico evento.

O caso reacende a discussão sobre a segurança em espaços públicos da cidade, especialmente durante a noite. A morte do músico, que buscava paz em um local público, chocou a comunidade e gerou comoção.

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