Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026 às 14:37
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Julho Amarelo: Saúde SP alerta sobre hepatites virais, vacinação e testes gratuitos para prevenir cirrose e câncer de fígado

Julho Amarelo: São Paulo intensifica alerta sobre hepatites virais e a importância da prevenção

O mês de julho traz consigo a campanha Julho Amarelo, um período crucial para reforçar a conscientização sobre a prevenção, o controle e a vigilância das hepatites virais. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) tem direcionado seus esforços para orientar a população sobre medidas essenciais que podem salvar vidas e evitar complicações graves no fígado.

As hepatites virais, causadas pelos vírus A, B, C, D e E, podem evoluir silenciosamente, sem apresentar sintomas evidentes em muitos casos. Quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem levar a quadros crônicos como cirrose e até mesmo câncer de fígado, destacando a urgência de ações preventivas e diagnósticas.

Para combater essas infecções, a SES-SP enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação em dia e adotar práticas de higiene rigorosas, como o consumo de água tratada e de fontes seguras, além de alimentos devidamente higienizados e cozidos. Conforme informação divulgada pela SES-SP, a campanha busca engajar a todos na luta contra as hepatites virais.

Vacinação: A principal arma contra hepatites A e B

As vacinas contra as hepatites A e B são fundamentais na estratégia de prevenção e estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o estado de São Paulo. A vacina contra a hepatite A é recomendada em dose única para crianças aos 15 meses de idade, com doses adicionais disponíveis para grupos específicos.

Já a vacina contra a hepatite B faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é administrada preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, com o esquema vacinal completado aos 2, 4 e 6 meses. O imunizante contra a hepatite B está disponível para todas as faixas etárias que não foram vacinadas ou possuem esquema incompleto, reforçando o compromisso do SUS com a saúde pública.

Testagem para hepatite C: Um passo crucial para a cura

A hepatite C, apesar de não possuir vacina disponível, tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é essencial para interromper a cadeia de transmissão e garantir o sucesso do tratamento. Por isso, a Secretaria de Saúde recomenda a realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida para todos os adultos, independentemente da presença de fatores de risco ou sintomas.

Os testes para hepatites B e C são disponibilizados nas UBSs e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), sendo também recomendados durante o pré-natal para prevenir a transmissão vertical. A detecção precoce é a chave para o manejo eficaz da doença e para a garantia de uma vida saudável.

Números e formas de transmissão das hepatites virais

Em 2026, São Paulo registrou 1.953 casos de hepatite A, 651 casos de hepatite B e 855 de hepatite C, segundo dados disponíveis no Nies da SES-SP. A hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, associada ao consumo de água ou alimentos contaminados. Já a hepatite B e a C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado, incluindo relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e objetos perfurocortantes.

A hepatite D, por sua vez, depende da presença do vírus B para se multiplicar e é transmitida de forma semelhante. A vacinação contra a hepatite B é, portanto, uma medida preventiva também para a hepatite D. A conscientização e a adesão às medidas preventivas são essenciais para reduzir a incidência dessas doenças.

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