Domingo, 16 de Agosto de 2026 às 07:10
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Colesterol Alto em Idosos: Médico do Iamspe Revela o Maior Desafio e Como Superar com Mudança de Comportamento

Controle do colesterol em idosos exige mudança de comportamento, aponta especialista do Iamspe

Manter os níveis de colesterol sob controle é um desafio constante para a população idosa, e a principal barreira, segundo especialistas, reside na mudança de comportamento. Embora a medicação seja geralmente bem aceita, a adesão a hábitos mais saudáveis, como a prática regular de atividades físicas e a adoção de uma alimentação equilibrada, frequentemente fica em segundo plano.

Essa dificuldade em incorporar novas rotinas pode ser ainda mais acentuada em idosos que vivem sozinhos ou que enfrentam quadros de depressão. A falta de apoio social e de motivação impacta diretamente a capacidade de seguir o tratamento, aumentando a vulnerabilidade a doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC.

O cardiologista Rui Pôvoa, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), destaca que o ser humano tende a se apegar a comportamentos já estabelecidos, uma característica que se intensifica com o avançar da idade. Por isso, o suporte de amigos e familiares torna-se fundamental para auxiliar na adesão ao tratamento, que inclui desde a lembrança para tomar medicamentos até o incentivo para uma dieta menos gordurosa e a prática de exercícios.

O que é o colesterol e por que sua elevação é perigosa

O colesterol é uma substância gordurosa essencial para o bom funcionamento do corpo, participando da produção de células, hormônios e vitaminas. No entanto, quando seus níveis se elevam em excesso no sangue, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares aumenta significativamente. Condições como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão e diabetes estão diretamente ligadas ao colesterol alto.

O envelhecimento, por si só, já contribui para o aumento do colesterol, devido à natural lentificação do metabolismo. Somado a isso, o sobrepeso e o sedentarismo agravaram ainda mais esse quadro, tornando a população idosa um grupo de maior risco.

Solidão e depressão: vilãs ocultas no controle do colesterol

Idosos que enfrentam a solidão ou quadros depressivos apresentam uma vulnerabilidade maior no que diz respeito ao controle do colesterol. A ausência de uma rede de apoio forte e a falta de ânimo podem comprometer a adesão a qualquer plano de tratamento, seja medicamentoso ou comportamental, deixando essas pessoas mais expostas aos perigos das doenças do coração.

No ambulatório de hipertensão do Iamspe, dados revelam que, em média, cerca de 30% dos pacientes em tratamento utilizam antidepressivos. Isso reforça a importância do acompanhamento psiquiátrico como um complemento essencial para a manutenção da saúde geral, impactando positivamente outras áreas, como o controle do colesterol.

Exames regulares: a chave para a prevenção e o diagnóstico precoce

A melhor forma de garantir que os níveis de colesterol estão sob controle é através da realização de exames de sangue anuais. Essa prática é recomendada para pessoas saudáveis a partir dos 40 anos, especialmente se não houver histórico familiar de infarto ou AVC. Para indivíduos com histórico familiar ou outras condições de saúde, o acompanhamento com um especialista deve ser iniciado antes dos 30 anos.

O cardiologista do Iamspe ressalta que o colesterol alto é uma alteração silenciosa, raramente apresentando sintomas perceptíveis. Por essa razão, a divulgação contínua sobre a importância do acompanhamento cardiológico e da realização periódica de exames é crucial para a prevenção e o controle eficaz da saúde cardiovascular.

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