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BRB Capta R$ 8,8 Bilhões em Aumento de Capital para Superar Crise e Fortalecer Operações

BRB Aprovado em Assembleia: Aumento de Capital de até R$ 8,81 Bilhões para Reforçar o Banco

Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) deram sinal verde, nesta quarta-feira (22), para um significativo aumento de capital, com potencial para injetar até R$ 8,81 bilhões na instituição. A decisão, tomada em Assembleia Geral Extraordinária, visa fortalecer a estrutura financeira do banco, que enfrenta desafios decorrentes de investigações de fraudes financeiras.

A proposta aprovada autoriza a emissão de ações ordinárias e preferenciais pelo valor de R$ 5,36 cada, em uma subscrição privada. Com essa medida, o banco busca garantir níveis adequados de capitalização, expandir sua capacidade de crescimento e reforçar seus indicadores prudenciais e patrimoniais. A expectativa é que o capital social do BRB, atualmente em R$ 2,344 bilhões, possa alcançar um mínimo de R$ 2,88 bilhões, com um teto máximo de R$ 11,16 bilhões.

Essa movimentação financeira ocorre em um momento delicado para o BRB, marcado por uma crise institucional sem precedentes. A primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, expôs um esquema de fraudes financeiras que resultou em um prejuízo bilionário para o banco, especialmente na aquisição de créditos do Banco Master. Os desdobramentos levaram à prisão do controlador do Master, Daniel Vorcaro, e ao afastamento e prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sob suspeita de envolvimento em crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme informação divulgada pelas fontes, a aprovação do aumento de capital é vista como um passo crucial para a recuperação da instituição.

BRB Negocia Venda de Ativos Adquiridos do Banco Master

Paralelamente ao aumento de capital, o BRB anunciou na segunda-feira (20) a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora de fundos de investimentos Quadra Capital. O acordo prevê a venda de ativos adquiridos do Banco Master. A Quadra Capital se comprometeu a pagar à vista entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pelos créditos, além de um valor adicional entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, dependendo do sucesso na cobrança desses títulos. Essa operação de venda de ativos é fundamental para mitigar os impactos financeiros da crise.

Estrutura de Fundo de Investimento para Recuperação de Créditos

A negociação com a Quadra Capital envolve a criação de um fundo de investimento para gerenciar e monetizar os ativos. Neste fundo, tanto o BRB quanto a Quadra terão participação acionária. A operação ainda está sujeita à análise e aprovação do Banco Central (BC). O economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, explicou que o sucesso do pagamento das parcelas restantes pela Quadra dependerá diretamente da capacidade do fundo em recuperar os valores devidos pelos devedores dos créditos comprados do Master.

Especialista Avalia Impacto do Aumento de Capital e Venda de Ativos

César Bergo vê o acordo com a Quadra Capital como uma medida que pode ajudar o BRB a atravessar a crise, mas ressalta que não será a solução definitiva. Ele aponta que a operação permitirá ao banco “respirar um pouco”, mas serão necessárias outras ações. Bergo mencionou que o banco está buscando um empréstimo de mais de R$ 6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e sinalizou a intenção de implementar uma administração mais austera, com possíveis mudanças na estratégia de negócios.

Nomeações para o Conselho de Administração Homologadas

Durante a Assembleia Geral Extraordinária, além da aprovação do aumento de capital, foram homologadas as nomeações para o Conselho de Administração do BRB. Os nomes aprovados incluem o atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e também Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito. Essas nomeações reforçam a gestão do banco em um período crucial de reestruturação e fortalecimento financeiro.

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