Segunda-feira, 13 de Julho de 2026 às 23:27
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Tensão no Oriente Médio faz Ibovespa cair 1,2% e Dólar dispara para R$ 5,13 com temor de guerra e alta do petróleo

Crise no Oriente Médio derruba Bolsa e fortalece Dólar; petróleo sobe mais de 9%

O clima de incerteza global tomou conta dos mercados financeiros nesta segunda-feira, 13, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. A bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou queda de 1,2%, enquanto o dólar comercial encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,131. O temor de interrupções no fornecimento de petróleo após novos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã levou o preço do barril Brent a subir quase 10%.

A aversão ao risco se intensificou ao longo do pregão, afetando a confiança dos investidores. A valorização das ações da Petrobras, beneficiadas pela alta do petróleo, ajudou a mitigar as perdas do Ibovespa, mas não foi suficiente para compensar os recuos em outros setores importantes da economia.

Esses movimentos refletem a preocupação com os possíveis impactos da instabilidade geopolítica na inflação global e nas taxas de juros das principais economias. Acompanhe os detalhes e os números que marcaram este dia de volatilidade nos mercados, conforme divulgado pelo g1.

Ibovespa cede a temores globais, Petrobras tenta segurar perdas

O Ibovespa, principal índice da B3, iniciou o pregão próximo da estabilidade, mas gradualmente passou a acumular perdas. A aversão ao risco, que cresceu nos mercados internacionais, contagiou os investidores brasileiros. O índice fechou o dia em 175.739 pontos, uma queda de 1,2%.

As ações da Petrobras se destacaram positivamente. Os papéis ordinários da estatal subiram 3,44% e os preferenciais avançaram 2,55%, impulsionados diretamente pela forte alta do petróleo. Empresas de outros setores petrolíferos também viram suas ações valorizarem.

No entanto, a alta em ações ligadas ao setor de energia não conseguiu contrabalançar as quedas em outros segmentos, como bancos, empresas de consumo e mineradoras. Estes setores foram os principais responsáveis por puxar o Ibovespa para baixo durante a sessão.

Dólar se fortalece contra o Real em dia de tensão geopolítica

O dólar acompanhou a tendência de fortalecimento frente às moedas de países emergentes. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,131, registrando uma alta de 0,46% em relação ao real. Durante o pregão, o dólar chegou a atingir a máxima de R$ 5,142.

Essa valorização foi influenciada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento de medidas contra o Irã e a intenção de aumentar o controle sobre o Estreito de Ormuz. O mercado doméstico também observou a divulgação do Boletim Focus, que manteve a projeção de R$ 5,20 para o dólar no fim do ano.

Petróleo Brent dispara com ameaças no Oriente Médio

O preço do petróleo foi o grande protagonista do mercado internacional nesta segunda-feira. O barril do tipo Brent, referência global, fechou em alta expressiva de 9,59%, alcançando US$ 83,30. O barril WTI, do Texas, também avançou, subindo 9,42% e encerrando o dia a US$ 78,14.

A valorização do petróleo foi diretamente ligada às ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. A reação do Irã às medidas anunciadas pelos EUA, somada a novos ataques no Iêmen e explosões no Irã, intensificou os receios de restrições na oferta global.

Mercados aguardam desdobramentos e preveem maior volatilidade

O cenário de instabilidade no Oriente Médio reforçou os temores sobre a oferta de petróleo e aumentou a expectativa de maior volatilidade nos mercados financeiros nas próximas semanas. Investidores monitoram atentamente os desdobramentos diplomáticos e militares na região.

A possível alta da inflação global, decorrente do encarecimento do petróleo, também é um ponto de atenção. Isso pode influenciar a trajetória das taxas de juros nas principais economias, adicionando uma camada extra de incerteza aos investimentos.

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