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EUA atacam Irã pela segunda vez em 3 dias, Teerã retalia contra base no Kuwait e acirra tensão no Oriente Médio

EUA e Irã intensificam confrontos, elevando o risco de guerra no Oriente Médio após ataques mútuos e interceptação no Kuwait.

A já tensa relação entre Estados Unidos e Irã sofreu uma escalada alarmante nesta quinta-feira (28), com o segundo ataque americano contra o território iraniano em apenas três dias. Em resposta direta, o Irã anunciou ter disparado mísseis contra uma base militar dos EUA, que acabou sendo interceptada pelas defesas do Kuwait. A escalada militar aumenta a preocupação internacional com a estabilidade na região.

A ação do Irã em direção ao Kuwait ocorreu logo após as forças americanas terem derrubado cinco drones iranianos e, segundo relatos, impedido o lançamento de um sexto próximo à cidade de Bandar Abbas. O Comando Central dos EUA justificou a ação, afirmando que os drones representavam uma “ameaça clara perto do Estreito de Ormuz”, uma rota marítima crucial para o comércio global de petróleo.

Em comunicado oficial, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou ter alvejado a base americana como retaliação pelo ataque em Bandar Abbas, enviando um “sério aviso” de que novos ataques não ficarão sem resposta. Conforme informações divulgadas pela Agência Brasil, a troca de hostilidades ocorre em um momento delicado, com Israel continuando seus bombardeios no Líbano, incluindo a capital Beirute, e as negociações para um cessar-fogo permanecendo sem resultados concretos.

Kuwait intercepta projéteis iranianos em meio a tensões crescentes

Apesar de o Irã não ter especificado a localização exata da base americana alvo de sua retaliação, tanto o Kuwait quanto os Estados Unidos confirmaram que projéteis iranianos foram lançados em direção ao Kuwait. As defesas aéreas kuwaitianas agiram prontamente, interceptando e destruindo os mísseis e drones. Fortes explosões foram ouvidas em diversas partes do país, confirmadas pelo Estado-Maior do Exército do Kuwait como resultado dessas interceptações.

A ação iraniana gerou críticas imediatas de países vizinhos do Golfo. Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos condenaram a retaliação do Irã contra o território kuwaitiano. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, em nota oficial, expressou sua “condenação e repulsa nas mais fortes palavras aos ataques hostis com mísseis e drones contra o Estado irmão do Kuwait”, demonstrando preocupação com a crescente instabilidade regional.

Bombardeios israelenses no Líbano persistem, enquanto Hezbollah responde

Enquanto a tensão aumenta entre EUA e Irã, a situação no Líbano permanece crítica. Israel continua sua campanha de bombardeios, atingindo inclusive a capital Beirute, apesar de um suposto acordo de cessar-fogo. Em resposta, o grupo político-militar Hezbollah tem realizado operações contra forças israelenses na região fronteiriça.

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março, o Ministério da Saúde do país reportou mais de 3,2 mil mortes e mais de 9,7 mil feridos. A persistência dos ataques israelenses e a resposta do Hezbollah contribuem para um cenário de instabilidade crescente, com potencial para novos desdobramentos na região.

Negociações paralisadas: exigências de ambas as partes inviabilizam acordo

As negociações entre Irã e Estados Unidos para a resolução do conflito permanecem em um impasse, com exigências que parecem intransponíveis para ambas as partes. O Irã demanda a retirada das bases militares americanas do Oriente Médio, o desbloqueio de seus recursos financeiros congelados no exterior e o levantamento das sanções econômicas. Por outro lado, Washington insiste na entrega do urânio iraniano e na abertura completa do Estreito de Ormuz.

Ibrahim Azizi, chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, reafirmou a posição do país, declarando que o Irã não cederá em suas “linhas vermelhas”, que incluem o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, a autoridade sobre o Estreito de Ormuz e a remoção de sanções. O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos e defende uma nova gestão para o Estreito de Ormuz.

Analistas consultados pela Agência Brasil sugerem que a justificativa americana e israelense para a guerra contra o Irã, como o programa nuclear, pode ser apenas um pretexto. O objetivo principal, segundo essa visão, seria a derrubada da República Islâmica para projetar o poder de Israel na região e conter a expansão econômica da China.

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