USD ... | EUR ... | PETR4 R$ 37,24 ▼ -1,38% | VALE3 R$ 84,82 ▲ 0,59% | ITUB4 R$ 33,50 ▲ 1,12% | B3SA3 R$ 12,40 ▼ -0,45% | BBAS3 R$ 56,90 ▲ 0,22% | IBOV 127.000 pts ▼ -0,80% | BTC R$ 340.000 ▲ 2,00% | JA Money Acompanhe em tempo real
ADVERTISEMENT

Vazamento INSS: 2,8 milhões de CPFs expostos, 98% de falecidos; entenda os riscos de fraude

Vazamento de dados no INSS expõe milhões de CPFs, 98% de falecidos; entenda os riscos

Um grave incidente de segurança atingiu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), resultando no vazamento de 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs). A informação foi confirmada pela Dataprev, empresa estatal responsável pelo processamento de dados da Previdência Social.

O vazamento ocorreu em abril e, segundo a Dataprev, a grande maioria dos CPFs expostos, cerca de 98%, pertencia a pessoas já falecidas. No entanto, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram suas informações pessoais acessadas indevidamente.

Este número supera a estimativa inicial divulgada por técnicos do INSS, que apontava para cerca de 2 milhões de registros afetados. O caso levanta sérias preocupações sobre a segurança dos dados dos cidadãos e o potencial uso dessas informações em fraudes. Conforme informação divulgada pela Dataprev e INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.

Falha no sistema expôs dados sem autenticação

A investigação preliminar da Dataprev indica que a falha ocorreu no aplicativo Meu INSS. Uma área do sistema que deveria exigir login e autenticação estava acessível sem a necessidade de verificação de identidade. Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), explicou que a consulta estava em uma interface logada, mas aceitava respostas de um ambiente público.

O incidente, que durou apenas um dia, expôs CPFs e datas de nascimento de segurados. A Dataprev esclareceu que um mesmo CPF pôde ser consultado mais de uma vez, o que contribui para o elevado volume de acessos registrados. A empresa assegura que não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.

Correção imediata e novas barreiras de segurança

A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A estatal também está desenvolvendo novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa. “Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, declarou a empresa.

Em nota, o INSS reforçou que a concessão de benefícios possui diversas etapas de validação e segurança. “O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia, buscando tranquilizar os segurados.

Risco de fraudes com dados vazados

Apesar das garantias do governo, especialistas em segurança digital alertam que informações vazadas, mesmo de pessoas falecidas, podem ser utilizadas em golpes e fraudes financeiras. O banco de dados do INSS é extenso e contém dados pessoais valiosos de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios.

O potencial de uso indevido dessas informações para engenharia social, tentativas de acesso a outros sistemas ou criação de cadastros falsos é uma preocupação real. A exposição de CPFs e datas de nascimento, mesmo que de falecidos, pode ser usada para simular identidades ou obter acesso a outros serviços que exigem essas informações.

Histórico de falhas de segurança no INSS

Este não é o primeiro incidente de segurança envolvendo sistemas do INSS. Em 2024, o instituto já havia confirmado outra falha que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais. Na ocasião, o governo também garantiu ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.

O histórico recente de vazamentos reforça a necessidade de vigilância constante e a implementação de medidas de segurança robustas para proteger os dados sensíveis dos cidadãos brasileiros. A sociedade civil aguarda mais detalhes sobre as investigações e as medidas concretas para evitar futuras ocorrências.

Menu