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100 Toneladas de Coque Siderúrgico Apreendidas em Itaguaí: CSN Acusada de Crime Ambiental, Empresa Nega Irregularidade

Fiscais apreendem 100 toneladas de coque siderúrgico em Itaguaí e autuam transportadora por crime ambiental

Cem toneladas de coque siderúrgico foram apreendidas em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por estarem acondicionadas de forma irregular. A transportadora responsável pela carga foi autuada por crime ambiental, gerando preocupação sobre os riscos associados ao transporte de materiais perigosos.

O coque siderúrgico, um derivado industrial do carvão mineral, é um combustível sólido altamente inflamável e poluente, essencial para usinas siderúrgicas. Sua apreensão levanta questões sobre os procedimentos de segurança e as regulamentações ambientais no transporte deste tipo de material.

A operação foi realizada por fiscais da Operação Porto+Seguro, vinculada à Subsecretaria de Gestão Portuária e Atividades Navais (Subpan), do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Conforme informações divulgadas pelos órgãos fiscalizadores, a carga, importada da Colômbia, foi carregada no terminal da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e tinha como destino a unidade de alto-forno da empresa em Volta Redonda.

Irregularidades na identificação e acondicionamento da carga

Segundo os fiscais, os caminhões que transportariam as 100 toneladas de coque siderúrgico não apresentavam qualquer identificação externa que alertasse sobre a periculosidade da carga. Essa falta de sinalização adequada representa um risco significativo para o deslocamento nas estradas, podendo comprometer a segurança de outros motoristas e da população em geral.

Diante da situação, os órgãos ambientais competentes e a delegacia local foram acionados para formalizar os autos de infração. A transportadora foi autuada, e as investigações buscam determinar as responsabilidades e as medidas corretivas a serem tomadas para evitar futuras ocorrências.

CSN nega irregularidades e afirma cumprimento de requisitos

Procurada para comentar o caso, a CSN, responsável pela carga de coque siderúrgico, negou as acusações de irregularidade. Em nota oficial, a empresa declarou que “a carga mencionada, composta por coque metalúrgico, atende plenamente a todos os requisitos legais, regulatórios, fiscais e ambientais aplicáveis à sua importação e transporte, não havendo qualquer irregularidade associada ao material ou à sua movimentação”.

A CSN também afirmou que a questão será devidamente esclarecida junto às autoridades competentes. A empresa ressalta que a segurança e a conformidade ambiental são prioridades em suas operações, e que colaborará com as investigações para demonstrar o cumprimento de todas as normas.

Riscos do coque siderúrgico e importância da fiscalização

O coque siderúrgico é um material essencial para a produção de aço, mas sua natureza inflamável e poluente exige cuidados rigorosos em seu manuseio e transporte. A falta de sinalização adequada, como apontado pelos fiscais, pode levar a acidentes graves, especialmente em caso de tombamento ou vazamento da carga.

A Operação Porto+Seguro tem como objetivo intensificar a fiscalização de atividades portuárias e navais, visando garantir a segurança e a conformidade ambiental. A apreensão das 100 toneladas de coque siderúrgico reforça a importância do trabalho desses órgãos na prevenção de crimes ambientais e na proteção da sociedade.

A continuidade da fiscalização e a aplicação de sanções em casos de descumprimento das normas são fundamentais para coibir práticas que coloquem em risco o meio ambiente e a segurança pública. O caso em Itaguaí serve como um alerta sobre a necessidade de atenção redobrada no transporte de cargas perigosas.

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