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Greve na Argentina: Latam altera voos e passageiros buscam alternativas em meio a protestos contra reforma trabalhista

Greve na Argentina impacta operações da Latam e gera incerteza para viajantes

Uma greve geral convocada na Argentina nesta quarta-feira, 19 de janeiro, já provoca alterações significativas nos voos da Latam, tanto para decolagens quanto para pousos no país. A companhia aérea informou que a medida foi tomada após a notificação formal de adesão dos sindicatos que representam os trabalhadores da Intercargo, empresa responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos argentinos.

A Latam alertou que alguns voos podem operar com horários ou datas modificadas, sem necessariamente serem cancelados. A recomendação principal para os passageiros é verificar o status de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto, buscando evitar contratempos.

Conforme informação divulgada pela Latam, os passageiros afetados por cancelamentos e reprogramações terão a opção de remarcar seus voos sem custo para uma nova data em até um ano a partir da data original da viagem, ou solicitar o reembolso integral da passagem. A situação reflete o impacto de protestos em larga escala no país. (Com informações da Reuters.)

Protestos contra reforma trabalhista paralisam atividades na Argentina

A greve nacional, organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), teve início na quarta-feira e tem previsão de se estender até a meia-noite de quinta-feira, 20 de janeiro. O principal motivo do protesto é a reforma trabalhista recentemente aprovada pelo Senado argentino. O projeto de lei, que a Câmara dos Deputados começou a analisar nesta quarta-feira, propõe flexibilizar férias e jornadas de trabalho, podendo chegar a 12 horas diárias.

O governo argentino justifica a reforma com o objetivo de reduzir custos trabalhistas, aumentar a segurança jurídica e incentivar a criação de empregos formais. Entre as mudanças propostas, está a redução dos custos de demissão para empregadores, com a exclusão de certos bônus da fórmula de compensação. A expectativa do governo é a aprovação do texto até 1º de março.

No entanto, a CGT argumenta que a reforma ameaça proteções trabalhistas históricas, incluindo o direito à greve. A federação sindical ressalta que o objetivo é defender os direitos e a estabilidade dos empregos dos trabalhadores.

Greve de trabalhadores marítimos afeta exportações de grãos

As atividades de exportação de grãos e derivados na Argentina já estavam paralisadas desde quarta-feira, devido a uma greve de 48 horas convocada por sindicatos marítimos em oposição à reforma trabalhista. Essa paralisação afetou a atracação e desatracação de navios, o transporte de praticantes (profissionais que auxiliam na navegação) e outros serviços essenciais para as embarcações.

A região portuária de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo, tem sido particularmente afetada. Além disso, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, um polo agroexportador crucial ao norte de Rosário, onde se concentram as principais usinas de processamento de soja do país, também aderiu à greve.

A Argentina é reconhecida como a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja, o que demonstra a relevância econômica dessas paralisações para o mercado global. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) enfatiza que a reforma trabalhista representa um risco para os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos.

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