Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026 às 23:19
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Governo Federal Reforça Combate a Incêndios no Pará com Brigadistas, Aeronaves e Apoio Policial

Pará Recebe Reforço Massivo para Combater Incêndios Florestais em Meio a Aumento de Focos

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (22) um intensivo reforço nas ações de combate aos incêndios florestais que assolam o estado do Pará. As operações se concentrarão especialmente na região Oeste, com o envio de recursos cruciais como aeronaves, aumento do efetivo de brigadistas e o apoio de órgãos de segurança em áreas de maior incidência.

A medida visa responder à crescente preocupação com a propagação do fogo, que tem afetado diversas localidades, incluindo áreas de assentamentos de reforma agrária e reservas legais. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, detalhou as estratégias em entrevista coletiva, ressaltando a gravidade da situação.

Conforme divulgado pelo governo federal, a operação conta com um contingente expressivo de 522 brigadistas, provenientes do Ibama e do ICMBio, além de 41 veículos terrestres e 13 aeronaves. A meta é conter o avanço das chamas e investigar as causas, que podem incluir ações criminosas. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (22).

Chapadão é o Epicentro das Operações de Combate

A região do Chapadão, localizada na divisa dos municípios de Santarém e Uruará, no Pará, tornou-se o principal foco das operações. Esta área é estrategicamente importante, pois se encontra próxima à rodovia estadual PA-370 e ao entroncamento da Transamazônica (BR-230), abrangendo também o município de São Félix do Xingu.

Para o combate direto ao fogo, foram mobilizadas seis aeronaves do modelo Air Tractor, especializadas no lançamento de água sobre as chamas. Estes aviões ficarão baseados na região de Santarém, garantindo agilidade no deslocamento para as áreas mais críticas. A concentração de esforços no Chapadão visa a contenção rápida dos incêndios que ameaçam a vegetação e as comunidades locais.

Dados Alarmantes Revelam a Intensidade da Crise

Os dados apresentados pelo governo indicam a magnitude do problema: o Pará registra atualmente 321 eventos de fogo ativos, distribuídos por 76 municípios. Entre os dias 14 e 20 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou 2.991 focos de calor no estado, um aumento significativo em relação a períodos anteriores.

Especificamente na região do Chapadão, foram registrados 62 incêndios florestais. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) aponta que as chamas se concentram em áreas de invasões irregulares e reservas legais, onde foram observadas práticas de manejo com uso intencional do fogo. Essa informação é crucial para direcionar as investigações.

Força Nacional e Investigação de Atos Criminosos

Diante da gravidade e da possível ação criminosa, o ministro João Paulo Capobianco informou que a Força Nacional de Segurança foi acionada para auxiliar os brigadistas. Ele relatou que há indícios de que o trabalho dos combatentes tem sido dificultado, o que levanta suspeitas de ações deliberadas para promover os incêndios.

“Não estamos afirmando que há ocorrência direta [de incêndios criminosos], mas isto está sendo investigado”, declarou o ministro. As forças policiais estão empenhadas em apurar a possível ação criminosa na região, buscando identificar os responsáveis e coibir novas ocorrências. A colaboração da população, através de denúncias, é fundamental.

Situação de Emergência e Apoio Financeiro Federal

Os incêndios e a estiagem severa levaram a Prefeitura de Altamira, no sudoeste do Pará, a decretar situação de emergência, abrangendo áreas urbanas, rurais e ribeirinhas. Até o momento, 16 municípios paraenses já declararam emergência, e outros sete pedidos de reconhecimento federal estão em análise.

Em resposta à crise, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma Medida Provisória (MP 1398/26), abrindo crédito extraordinário de R$ 300 milhões para ações da Defesa Civil em 2026, com foco no combate às queimadas na Amazônia. A justificativa para a medida inclui o cenário de chuvas escassas devido ao El Niño, que tem aumentado a suscetibilidade das florestas a incêndios desde 2024.

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