Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026 às 08:09
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Lula Aceita Quebra de Sigilo Bancário e Telefônico de Parentes; Flávio Bolsonaro é Desafiado a Fazer o Mesmo em Prazo Curto

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição informou que o candidato petista aceitou as condições propostas por seu adversário, Flávio Bolsonaro, para a quebra de sigilo bancário e telefônico. A decisão foi comunicada pelo coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, que estabeleceu um prazo para a reciprocidade.

Segundo Santana, Lula não se opõe a nenhuma das exigências feitas por Flávio Bolsonaro. No entanto, essa concordância está diretamente atrelada ao cumprimento das mesmas condições por parte do candidato do PL e seus familiares. A proposta visa, segundo a campanha de Lula, a revelar a verdade sobre os envolvidos.

A resposta oficial de Lula será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 22 de setembro, às 11h. Neste mesmo dia e horário, Camilo Santana estipulou como prazo para que Flávio Bolsonaro também abra seus sigilos bancário e telefônico, assim como os de seus parentes.

Desafio Lançado em Debate Define Prazo para Quebra de Sigilos

O desafio para a quebra mútua de sigilos foi lançado pelo próprio Lula durante o debate eleitoral do último domingo, 18 de setembro. Na ocasião, o petista se comprometeu a divulgar suas informações bancárias e telefônicas, além das de sua esposa e filhos, se Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo. O objetivo declarado é expor “quem é honesto e quem é ladrão”, nas palavras da campanha.

Na terça-feira, 20 de setembro, Lula já havia formalizado sua parte, apresentando um requerimento no TSE autorizando a divulgação de seus dados e aguardando a resposta de seu oponente. A iniciativa buscou criar um ambiente de transparência total entre os candidatos.

Flávio Bolsonaro Aceita, Mas Amplia Exigências para Quebra de Sigilo

Flávio Bolsonaro manifestou que aceitaria a proposta de Lula, mas com a condição de que o escopo da quebra de sigilo fosse ampliado. Ele exigiu que fossem incluídos na investigação os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, e os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto.

Adicionalmente, Flávio Bolsonaro solicitou a quebra dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições. Conforme relatado por Camilo Santana, todas essas novas exigências foram acatadas pela coordenação da campanha de Lula, reforçando o compromisso com a transparência total.

Campanha de Lula Cobra Reciprocidade e Critica Hesitação de Flávio

O coordenador da campanha petista, Camilo Santana, enfatizou a importância da ação acontecer antes da eleição, marcada para o próximo domingo, 25 de setembro. “Não pode deixar pra depois da eleição, o prazo é amanhã”, declarou Santana, pressionando por uma resolução rápida.

Santana também criticou a postura de Flávio Bolsonaro, sugerindo que, se não tivesse nada a esconder, teria aceitado o desafio proposto por Lula já no debate. A expectativa agora se volta para o cumprimento do prazo estabelecido, que definirá os próximos passos nesta disputa por transparência entre os candidatos.

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