Domingo, 18 de Outubro de 2026 às 14:38
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Conexões que Transformam: Ação em SP Impulsiona Empregabilidade de Refugiados e Migrantes com Foco em Empreendedorismo

Ação em São Paulo impulsiona empregabilidade e empreendedorismo para refugiados e migrantes.

Um evento inovador chamado “Conexões que Transformam” reuniu refugiados e migrantes em São Paulo neste sábado (17) com o objetivo de facilitar sua inserção no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa, promovida pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation, ofereceu uma gama de serviços essenciais.

Os participantes tiveram acesso a workshops focados em empregabilidade e empreendedorismo, além de auxílio na revisão e tradução de currículos para o português, suporte com a documentação necessária e a oportunidade de se candidatar a vagas de emprego.

A iniciativa visa suprir a necessidade de trabalho e a vontade de empreender de muitos que deixaram seus países de origem. Conforme divulgado pela Agência Brasil, 70% dos participantes estavam desempregados, e mais da metade expressou o desejo de abrir seu próprio negócio no Brasil.

Desafios e Oportunidades para Refugiados no Brasil

Victor Arce, 65 anos, e sua esposa Morelba Margarida Aquilar, 64, vieram da Venezuela há um ano. Victor, que era marceneiro, busca agora oportunidades para empreender no Brasil. “Esse país é muito bom e encantador”, afirma Victor, destacando o bom atendimento de saúde que sua esposa recebeu. Eles participaram do evento buscando ideias para montar um microempreendimento.

A líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil, Maria Helena Santuche, explicou que muitos refugiados buscam empreender por necessidade, não por oportunidade. “A maior parte dessas pessoas quer empreender, mas elas não têm muita ideia ainda [em como fazer isso]”, disse à Agência Brasil.

Serviços Oferecidos e Perfis dos Participantes

Flavio Simonato, diretor de Pessoas da Konecta Brasil, detalhou que um dos objetivos do evento é auxiliar na adequação da documentação e na preparação dos currículos para o mercado brasileiro. “Estamos realizando palestras também sobre mercado de trabalho para orientar essas pessoas sobre como nosso mercado de trabalho funciona”, explicou.

Os refugiados e migrantes que se inscreveram na ação são, em sua maioria, da Venezuela, Congo e Haiti, segundo Eliane Franco Figueiredo, co-fundadora do Grupo Mulheres do Brasil. Ela ressalta que muitos profissionais qualificados, como médicos, enfrentam dificuldades com a validação de diplomas no Brasil, o que torna ações de capacitação ainda mais relevantes.

Cenário Global e Desafios Locais

Vivian Holzhacker, associada de Soluções Duradouras do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), informou que mais de um milhão de pessoas refugiadas ou em situação de necessidade de proteção internacional vivem no Brasil. Elas vêm de mais de 160 nacionalidades, com destaque para Venezuela, Cuba e Haiti.

“Essas pessoas muitas vezes trazem muitas experiências”, comentou Vivian à Agência Brasil. “Muitos têm formação e muita experiência no seu país de origem, mas chegam aqui e precisam se reinventar”.

As principais barreiras enfrentadas são o idioma e a urgência por trabalho, moradia e uma rede de apoio. “Muitas vezes as pessoas têm diploma de nível superior, mas acabam trabalhando no emprego que aparece, naquilo que elas conseguem [encontrar aqui no Brasil]”, relatou Vivian.

A dificuldade com a documentação, especialmente para quem saiu de seus países de forma emergencial, também é um grande desafio. Por isso, ações como a “Conexões que Transformam” são fundamentais para auxiliar na empregabilidade e na reinserção profissional.

Onde Buscar Ajuda Adicional

Para aqueles que não puderam participar do evento, o Acnur disponibiliza a plataforma Help para auxiliar com documentação e informações sobre trabalho e renda. A Aliança Brasil Cidadã oferece cursos gratuitos de capacitação em áreas como informática e inteligência artificial.

É possível buscar informações através das redes sociais do Grupo Mulheres do Brasil, pelo e-mail refugiados@grupomulheresdobrasil.org.br ou pelas redes sociais da Konecta Brasil. A vice-presidente da Aliança Brasil Cidadã, Sidnea Evangelista, sugere que muitos migrantes e refugiados trocam informações em um Instagram robusto da organização.

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