Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026 às 08:01
ADVERTISEMENT

Dólar Dispara: Moeda Americana Sobe 1,15% e Fecha a R$ 5,09 em Dia de Tensão no Brasil e Cautela Global

Dólar sobe forte e fecha perto de R$ 5,09 em dia de cautela; Bolsa recua

O dólar avançou 1,15% nesta quinta-feira (15), terminando o pregão cotado a R$ 5,087, em um dia marcado pela cautela dos investidores. Paralelamente, a Bolsa brasileira, o Ibovespa, também sentiu o clima de incerteza e recuou 1,06%, fechando aos 204.324,26 pontos.

O cenário econômico e político interno esteve no centro das atenções, com investidores digerindo notícias sobre o processo eleitoral e potenciais novas medidas do governo. No exterior, apesar da força da moeda americana no Brasil, o dólar apresentou recuo frente a outras moedas fortes.

O mercado de petróleo, por sua vez, mostrou direções distintas, com o Brent em leve queda e o WTI em alta. Conforme informações divulgadas pelo g1, a valorização do dólar no Brasil ocorreu em sentido oposto ao seu desempenho internacional, aumentando a atenção sobre os fatores locais que impulsionaram a moeda americana.

Dólar renova máximas e preocupa investidores

A moeda dos Estados Unidos ganhou força ao longo do dia, atingindo seu pico de R$ 5,098 na reta final do pregão. O fechamento em R$ 5,087, com a valorização de 1,15%, representa o maior valor desde o início de outubro, quando o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,216. Este movimento contrasta com o índice DXY, que mede o dólar ante moedas fortes, que recuou 0,53% no mesmo período.

No mercado brasileiro, a divulgação de novas pesquisas eleitorais e rumores sobre possíveis medidas econômicas do governo, como a proposta de tarifa zero para transporte público nos fins de semana, adicionaram um tempero de incerteza. Apesar das três altas consecutivas, o dólar acumulava uma queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano, mostrando a volatilidade recente.

Ibovespa cede à cautela e perde força no fechamento

O Ibovespa operou boa parte da sessão na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação, chegando a se aproximar da mínima do dia. O índice encerrou o pregão com uma desvalorização de 1,06%, aos 204.324,26 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e de notícias sobre impacto fiscal de futuras medidas governamentais.

O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões, indicando um volume considerável de negócios em um dia de volatilidade. Mesmo com o recuo do dia, o Ibovespa ainda mantém uma alta expressiva de 9,65% em outubro, embora na semana o índice acumule uma queda de 2,27%.

Petróleo com desempenhos mistos em dia de ajustes

Os preços do petróleo fecharam a quinta-feira sem uma direção única, em meio a ajustes de posições após a alta da sessão anterior. Fatores como as tensões no Oriente Médio, o conflito entre Rússia e Ucrânia e sinais de aumento na oferta global estiveram no radar dos investidores.

O petróleo tipo Brent, referência internacional, caiu 0,13%, encerrando a sessão a US$ 105,92 por barril. Já o WTI, dos Estados Unidos, apresentou alta de 3,03%, cotado a US$ 97,97 por barril. Os estoques semanais de petróleo nos EUA caíram mais que o esperado, mas a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de reservas estratégicas, adicionando complexidade ao quadro da oferta.

Fatores de atenção para o mercado financeiro

O mercado financeiro segue atento a uma série de fatores que podem influenciar o comportamento do dólar e da Bolsa nos próximos dias. A evolução do cenário eleitoral, a clareza sobre as futuras políticas econômicas do governo e o comportamento das moedas internacionais são pontos cruciais.

A volatilidade recente do dólar, com altas e quedas significativas, demonstra a sensibilidade dos investidores a notícias e eventos. Acompanhar os indicadores econômicos globais e as decisões políticas internas será fundamental para entender as próximas movimentações do mercado.

Menu