Terça-feira, 13 de Outubro de 2026 às 16:03
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Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta em Aparecida e aborda liberdade religiosa em meio a polêmicas

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende isenção da Justiça Eleitoral e liberdade religiosa em Aparecida

Em visita ao Santuário Nacional de Aparecida, o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, abordou temas cruciais para o cenário político e social do país. Questionado sobre a atuação da Justiça Eleitoral, Alckmin ressaltou a importância de sua imparcialidade e seu papel como protetora da liberdade de expressão e política.

As declarações surgem em um momento de debates sobre decisões judiciais em processos eleitorais, incluindo a recente polêmica envolvendo um canal no WhatsApp. Alckmin enfatizou que o ideal é que a justiça atue de forma isenta, garantindo o livre exercício das manifestações políticas e ideológicas.

Além das questões eleitorais, o vice-presidente também comentou sobre a liberdade religiosa, um pilar fundamental da sociedade brasileira. Alckmin reafirmou o compromisso com o respeito a todas as crenças e a importância da coexistência pacífica entre diferentes grupos religiosos, citando a lei sancionada pelo presidente Lula em 2003.

Alckmin pede Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão

Durante entrevista coletiva em Aparecida, Geraldo Alckmin foi perguntado sobre a percepção de parcialidade na Justiça Eleitoral. Em resposta, o vice-presidente declarou: “O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”.

A fala de Alckmin ocorre após uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que determinou a remoção de um canal no WhatsApp chamado “Exército do Lula”, sob alegação de disseminação de fake news. No entanto, a decisão foi posteriormente derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que determinou a reativação do canal. Um relatório técnico do TSE informou, posteriormente, não ter encontrado publicações falsas no referido canal.

Polêmica sobre título de Padroeira do Brasil é abordada

O vice-presidente também foi questionado sobre a controvérsia envolvendo a possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder o título de padroeira do Brasil. Rumores indicavam que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título. Flávio Bolsonaro, contudo, negou qualquer intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira.

Alckmin se posicionou firmemente contra qualquer medida que gere violência ou vá contra as tradições culturais e religiosas do país. “O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, afirmou.

Liberdade religiosa é defendida com base em lei de 2003

Em sua fala, Geraldo Alckmin destacou a importância da liberdade religiosa, relembrando a lei sancionada pelo presidente Lula em 2003. “O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, declarou.

A declaração reforça o compromisso com a diversidade religiosa e o respeito mútuo entre todas as crenças, um princípio fundamental para a manutenção da paz social e da democracia no Brasil. Alckmin reiterou que o respeito se estende também àqueles que não professam nenhuma religião.

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