Onda de calor e tempo seco: veja como proteger crianças, idosos e animais
As ondas de calor e o tempo seco estão se tornando cada vez mais frequentes, exigindo atenção especial com a saúde de todos, especialmente de grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e animais de estimação. A combinação de altas temperaturas e baixa umidade do ar pode levar à desidratação, esgotamento pelo calor e insolação, quadros que demandam cuidados imediatos.
Manter a hidratação em dia, evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico e buscar ambientes frescos são as principais recomendações para enfrentar esse cenário. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) destaca a importância dessas medidas para prevenir problemas de saúde decorrentes do calor intenso.
Com a chegada de períodos de calor extremo, é fundamental estar atento aos sinais de alerta e adotar práticas que garantam a segurança e o conforto de todos. A seguir, apresentamos dicas detalhadas para proteger os mais vulneráveis.
Cuidados essenciais com crianças e idosos
Bebês, crianças e idosos são mais suscetíveis aos efeitos do calor, pois têm maior dificuldade em regular a temperatura corporal e podem não sentir sede com a mesma intensidade. A SES-SP orienta que a hidratação seja reforçada com frequência, oferecendo água mesmo que não demonstrem sede. Alimentos ricos em líquidos, como frutas e verduras, também são excelentes aliados nesse período.
É crucial evitar atividades físicas intensas e a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, período de maior incidência solar. Priorize atividades ao ar livre nos horários mais frescos do dia, busque a sombra e utilize roupas leves e confortáveis. Em ambientes escolares, garanta ventilação e flexibilize atividades que exponham ao calor.
Fique atento a sinais como cansaço excessivo, irritabilidade, dor de cabeça, tontura, náuseas ou sonolência em crianças. Para idosos, a atenção deve ser redobrada, especialmente aqueles com doenças crônicas. A ingestão de líquidos deve ser frequente, e o acompanhamento médico para quem utiliza medicamentos contínuos é essencial.
Protegendo nossos pets do calor intenso
Animais de estimação também sofrem com as altas temperaturas e podem desenvolver desidratação e hipertermia. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP) recomenda que cães e gatos tenham acesso permanente a água fresca e a locais ventilados e protegidos do sol. A água deve ser trocada regularmente e mantida na sombra.
Os passeios com cães devem ocorrer nos horários mais amenos, como no início da manhã ou no fim da tarde. Leve sempre água para oferecer ao seu pet. O asfalto quente pode causar queimaduras nas patas, e o calor excessivo aumenta o risco de desidratação e hipertermia.
Nunca deixe animais dentro de veículos estacionados, mesmo por curtos períodos. O ambiente interno pode aquecer rapidamente, tornando-se perigoso. Animais idosos, com sobrepeso, doenças preexistentes ou raças de focinho curto são ainda mais suscetíveis ao superaquecimento.
Sinais de alerta e medidas de emergência
O calor excessivo pode manifestar-se através de sede intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cãibras, náuseas, vômitos e transpiração excessiva. Em casos mais graves, como a insolação, a pele pode ficar quente e seca, acompanhada de confusão mental ou perda de consciência. Nestas situações, procure atendimento médico de emergência imediatamente.
Ao identificar sinais de agravamento, retire a pessoa ou animal de um ambiente quente e leve-o para um local fresco e ventilado. Em casos graves, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192. Lembre-se, a prevenção é sempre o melhor caminho para garantir a saúde e segurança de todos durante as ondas de calor.
