Dólar fecha em alta de quase 1% e ultrapassa R$ 5,22 com instabilidade global
O dólar comercial registrou um avanço significativo nesta quinta-feira (1º), fechando a sessão em alta de 0,97% e cotado a R$ 5,224. Esse movimento acompanhou a valorização da moeda americana no cenário internacional, impulsionada por um clima de aversão ao risco.
As tensões no Oriente Médio e a subsequente alta nos preços do petróleo foram os principais catalisadores dessa busca por ativos considerados mais seguros. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra seis moedas fortes, também apresentou elevação, refletindo o sentimento global.
Apesar da volatilidade externa e da proximidade do primeiro turno das eleições, a bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, conseguiu fechar em território positivo. A valorização foi sustentada em grande parte pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram diretamente do aumento expressivo nos preços do petróleo. Conforme informação divulgada pela Reuters, o barril do tipo Brent subiu 4,37%, atingindo US$ 102,31.
Petróleo em alta e tensões geopolíticas elevam o dólar
O cenário internacional foi dominado pelas preocupações com os desdobramentos econômicos do conflito no Oriente Médio. O aumento nos preços do petróleo, com o Brent subindo 4,37% e o WTI avançando 2,71%, reacendeu os receios sobre a inflação global. Essa conjuntura favoreceu a busca por ativos considerados mais defensivos, como o dólar.
A cotação do dólar chegou a R$ 5,169 na mínima do dia, mas reverteu a tendência e atingiu R$ 5,240 na máxima, antes do fechamento. No acumulado do ano, a moeda americana apresenta uma queda de 4,83% frente ao real.
A alta do petróleo foi intensificada por informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e incertezas adicionais sobre o conflito com o Irã. Paralelamente, o mercado acompanhou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia e a suspensão das exportações de derivados de petróleo pela China para destinos fora de Hong Kong e Macau.
Ibovespa avança impulsionado pela Petrobras, mas com cautela
O Ibovespa encerrou o primeiro pregão de outubro com uma alta de 0,46%, alcançando 187.197,46 pontos. A performance positiva foi majoritariamente impulsionada pelas ações da Petrobras, que se valorizaram em sintonia com a forte alta do preço do petróleo no mercado internacional.
Esse desempenho ocorreu em um contexto de cautela por parte dos investidores, que monitoram de perto tanto o cenário externo quanto a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais. O volume financeiro negociado na bolsa nesta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões.
O Ibovespa já havia demonstrado força em setembro, com uma alta de 5%, e acumula uma valorização de 16,2% no ano. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 fechou em alta de 0,19%, refletindo um comportamento misto dos mercados globais.
Principais indicadores do dia
Os principais indicadores econômicos apresentaram os seguintes resultados nesta quinta-feira: Dólar à vista fechou a R$ 5,224, com alta de 0,97%. O Ibovespa registrou 187.197,46 pontos, avançando 0,46%. O petróleo tipo Brent atingiu US$ 102,31, com valorização de 4,37%, enquanto o petróleo tipo WTI encerrou a US$ 92,87, subindo 2,71%.
