Dólar em queda e Ibovespa em alta marcam fim de setembro com otimismo nos mercados
O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, com a moeda atingindo a mínima de R$ 5,164 durante a sessão. Esse movimento reflete um dia de alívio no cenário financeiro global, influenciando positivamente o mercado brasileiro.
No acumulado de setembro, o dólar registrou uma pequena baixa de 0,15%. Contudo, no terceiro trimestre, a moeda apresentou um avanço de 0,23%. Já em 2026, o dólar acumula uma desvalorização significativa de 5,75%.
O principal motor dessa movimentação cambial foi a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas, conforme informação divulgada pela Reuters. Isso diminuiu a pressão por novas altas nas taxas de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.
Inflação americana abaixo do esperado alivia pressões de juros
O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos EUA, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, enquanto a projeção era de 0,3%. O PCE cheio avançou 0,3%, também aquém da expectativa de 0,4%.
Esses números reduziram as apostas em uma nova elevação dos juros americanos em outubro e impactaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. No mercado brasileiro, o real demonstrou um desempenho positivo entre as principais moedas latino-americanas, em um contexto de maior busca por ativos locais.
Ibovespa avança e encerra setembro com valorização expressiva
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,37% no pregão, fechando aos 186.340,46 pontos. Com esse resultado, o índice acumulou uma alta de 5,03% em setembro, consolidando um mês positivo para os investidores.
No terceiro trimestre, o avanço do Ibovespa foi ainda mais robusto, atingindo 8,32%. No ano, a bolsa brasileira acumula uma valorização de 15,65%, impulsionada por ações de bancos e setores ligados à atividade doméstica.
O fluxo de capital estrangeiro foi um fator crucial para sustentar o desempenho da bolsa. Segundo dados da B3, até 28 de setembro, houve uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros no mercado acionário brasileiro, contribuindo para o saldo positivo de quase R$ 29 bilhões no ano.
Petróleo em alta com tensões no Oriente Médio e restrições de exportação
Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta. O Brent para dezembro subiu 1,94%, a US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, a US$ 90,42 por barril.
As tensões no Oriente Médio, com relatos de um navio-tanque atingido no Estreito de Ormuz, mantiveram o mercado em alerta. Além disso, possíveis restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão da proibição de exportação de combustível pela Rússia também influenciaram os preços.
Apesar das incertezas geopolíticas, as exportações de petróleo do Oriente Médio mostram recuperação, com produtores buscando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz. Nos EUA, os estoques de petróleo subiram inesperadamente, enquanto os de gasolina registraram queda.
