Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026 às 09:10
ADVERTISEMENT

Dólar Dispara Rumo a R$ 5,17: Juros Altos nos EUA, Eleições e Petróleo Elevado Pressionam Moeda Brasileira

Dólar em alta: Moeda americana se aproxima de R$ 5,17 com fatores internos e externos aquecendo o mercado.

O dólar comercial fechou em forte alta nesta quarta-feira (23), ultrapassando a marca de R$ 5,16 e se aproximando de R$ 5,17. A valorização da moeda estadunidense foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo o cenário eleitoral no Brasil, a alta do petróleo e a força do dólar no mercado internacional.

O dia foi de apreensão para os investidores, com a bolsa brasileira, o Ibovespa, também registrando queda e voltando a ficar abaixo dos 186 mil pontos. A instabilidade nos mercados reflete um ambiente de incertezas, tanto no cenário doméstico quanto no global.

Conforme informações divulgadas, o dólar comercial à vista ganhou força ao longo do dia, atingindo R$ 5,177 na máxima. A moeda iniciou o pregão em alta, acompanhando o desempenho do dólar no exterior, e encerrou com um ganho de 1,27%, fechando a R$ 5,169.

Mercado internacional em alerta: Juros nos EUA e tensões no Oriente Médio ditam o ritmo.

No cenário internacional, os principais índices em Nova York também terminaram o dia em baixa. A alta nos juros dos Treasuries, títulos públicos americanos, e as crescentes tensões no Oriente Médio contribuíram para o pessimismo. O petróleo, por sua vez, subiu quase 3%, voltando a se aproximar dos US$ 100 o barril.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar americano contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou cerca de 0,54%, atingindo 101,090 pontos, patamar próximo aos maiores níveis desde julho. Dados econômicos dos Estados Unidos, como o índice de gerentes de compras (PMI) que avançou para 58,4 em setembro, reforçaram as expectativas de que os juros americanos permaneçam elevados por mais tempo.

Essa perspectiva aumenta a atratividade dos ativos denominados em dólar, pressionando moedas de economias emergentes como o real brasileiro. O mercado local também reagiu a novas pesquisas eleitorais, adicionando uma camada extra de volatilidade.

Ibovespa sente o impacto: Bolsa brasileira recua em dia de aversão ao risco.

Após duas sessões de alta, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 29,68 bilhões. O ambiente externo, com a alta dos Treasuries, dados econômicos robustos dos EUA e a escalada do petróleo, foi o principal fator de pressão sobre os ativos de risco.

A incerteza eleitoral no Brasil também permaneceu no radar dos investidores, contribuindo para a cautela. Apesar da queda no dia, o Ibovespa acumula uma valorização de 4,73% no mês de setembro, demonstrando a volatilidade característica do mercado.

Petróleo em alta: Conflito no Oriente Médio e possíveis restrições de exportação elevam cotações.

O petróleo voltou a registrar altas expressivas após cinco dias consecutivos de quedas. A falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além de notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos EUA, impulsionaram os preços.

O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 2,84%, para US$ 98,12. O WTI, do Texas, subiu 1,81%, alcançando US$ 92,16. A ausência de uma solução rápida para o conflito no Oriente Médio e a possibilidade de uma oferta mais restrita de combustíveis sustentam a alta das cotações, gerando preocupações adicionais com a inflação global.

No mercado doméstico, o dólar em alta e a queda na bolsa refletem um cenário de incertezas que exige atenção dos investidores. Acompanhar os desdobramentos no cenário internacional e as pesquisas eleitorais será crucial para as próximas movimentações do mercado financeiro brasileiro.

Menu