Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026 às 09:21
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Estudante cearense Biatriz Silva brilha em Olimpíada de Astronomia no Vietnã, representando o Brasil entre 5 jovens talentos

Cinco brasileiros competem na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica no Vietnã

A paixão pelas estrelas levou a estudante cearense Biatriz Silva, de 17 anos, a cruzar o oceano e representar o Brasil na 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que acontece em Hanói, no Vietnã. Ela é uma das cinco jovens promessas brasileiras na competição, considerada uma das mais prestigiadas do mundo no ramo estudantil.

Biatriz, que mora na periferia de Fortaleza, no bairro do Pici, é a única mulher entre os cinco brasileiros selecionados. Sua jornada até o Vietnã é fruto de muita dedicação e estudo, culminando com a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia em 2023. Agora, ela busca repetir o feito no cenário internacional.

A competição, que teve início nesta sexta-feira, 25 de agosto, contará com quatro provas desafiadoras, abrangendo conhecimentos teóricos, análise de dados, uso de telescópios e planetários. Conforme informações divulgadas, Biatriz retorna ao Brasil no dia 6 de setembro, após a disputa.

Da periferia de Fortaleza para o espaço: a trajetória de Biatriz Silva

A inspiração de Biatriz para desbravar o universo vem de casa. Seus pais, Carlos e Leidiana, sempre incentivaram a filha a olhar para o céu e a acreditar no poder transformador dos estudos. A jovem, que hoje cursa o terceiro ano do ensino médio, mantém uma rotina de estudos disciplinada, sem deixar de lado a diversão com os amigos.

“Eu tenho um caderno exclusivo onde estão anotadas mais de 380 estrelas e eu decoro também as posições”, revela Biatriz, demonstrando seu fascínio particular pelo cosmos. Sua estrela preferida é Alchiba, da constelação do Corvo, a cerca de 49 anos-luz da Terra, por sua localização privilegiada e brilho.

A conquista da medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia, quando ainda estudava em escola pública, rendeu a Biatriz uma bolsa de estudos para uma instituição com preparação especial para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Seu sonho é cursar engenharia, “quem sabe aeroespacial”, revela com entusiasmo.

O time brasileiro na IOAA: talentos de diferentes regiões do país

Além de Biatriz, outros quatro estudantes brasileiros compõem a delegação na Olimpíada Internacional de Astronomia. Três deles, assim como Biatriz, são de Fortaleza: Jailson Henrique Godeiro Neto, Arthur Alencar Spuri e Isaac Victor de Araújo Santos, todos com 16 ou 17 anos. O quinto integrante é Eyke Cardoso de Souza Torres, de 17 anos, vindo de Ourilândia do Norte, no Pará.

Eyke Torres expressou a importância da experiência: “É uma experiência que eu vou levar para minha vida toda. É muito gratificante ter essa oportunidade, principalmente pelos desafios que envolveram chegar até aqui”, afirmou. A expectativa é grande pela troca de conhecimentos com jovens de diversas partes do mundo.

Um processo seletivo rigoroso para representar o Brasil

A seleção dos cinco estudantes brasileiros para a IOAA é resultado de um processo seletivo promovido pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Para disputar as olimpíadas internacionais e latino-americanas, estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na OBA do ano anterior, enquanto alunos do 9º ano do ensino fundamental precisam de nota igual ou superior a 9.

Os classificados passam por três provas online em níveis avançados. Posteriormente, 45 estudantes são selecionados para treinamentos intensivos e avaliações presenciais, definindo os cinco que representarão o Brasil no evento. A competição no Vietnã conta com 67 equipes inscritas de todas as regiões do globo, prometendo um rico intercâmbio cultural e científico.

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