Terça-feira, 22 de Setembro de 2026 às 09:42
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Morador de Pelotas filma caos e destruição em casa após tempestade: “Arrancou o telhado todo!”

Morador de Pelotas expõe destruição em casa após temporal e clama por ajuda

A força devastadora da tempestade que atingiu o Rio Grande do Sul na madrugada desta segunda-feira (21) deixou um rastro de destruição em Pelotas. Rafael Cunha, morador do bairro Laranjal, usou as redes sociais para mostrar os danos em sua residência, que teve o telhado do segundo andar completamente arrancado pela ventania.

As imagens divulgadas por Cunha revelam a dimensão do estrago, com água invadindo a casa e telhas espalhadas, atingindo inclusive a residência vizinha. O relato do morador, que quase resultou em uma tragédia, destaca o desespero e a falta de amparo imediato.

A situação em Pelotas é de caos, com outros imóveis também danificados e um prédio que chegou a desabar no centro da cidade. A dificuldade de contato com os órgãos de emergência agrava o sofrimento dos atingidos, que se sentem desamparados diante da devastação.

Telhado levado pelo vento e prejuízos materiais

Por volta de 1h30 da manhã, a tempestade atingiu a casa de Rafael Cunha com violência. “A tempestade arrancou o telhado todo do segundo andar da minha casa, que é um sobrado. As telhas voaram para a casa do meu vizinho e quebraram todo o telhado dele. Caiu telha em cima do carro. Só não aconteceu uma tragédia por Deus mesmo, porque tinha uma mãe e uma filha nessa casa”, relatou o morador à Agência Brasil.

Os vídeos compartilhados por Rafael mostram a água da chuva invadindo a residência, descendo pela escada, e a ausência total do telhado no andar superior. O prejuízo material é incalculável, com móveis, livros e pertences antigos comprometidos pela água. “Tenho uns R$ 2 mil em livros dentro de caixas que estão debaixo d’água. Muitas coisas de estante, de enfeite, coisas antigas que eu tinha. Tenho carne no congelador. Isso aí eu perdi tudo”, lamentou.

Falta de socorro e desespero dos moradores

O morador relatou ainda a dificuldade em obter ajuda. “Só dá telefone ocupado desde a 1h30 da manhã. Estou ligando para eles, para a Defesa Civil e para os bombeiros. A polícia não pode fazer nada e passa o número da Defesa Civil, que só dá ocupado”, desabafou Rafael, evidenciando a falta de estrutura para lidar com a emergência.

Balanço da tempestade no Rio Grande do Sul

A tempestade causou transtornos em 64 municípios do Rio Grande do Sul. Segundo a Defesa Civil, o temporal deixou ao menos quatro pessoas desaparecidas, quatro desabrigadas e 624 desalojadas. Na cidade de Hulha Negra, o vento chegou a registrar a velocidade de 126,7 km/h, demonstrando a intensidade do fenômeno.

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