Zema apresenta plano de governo ambicioso com foco em reformas estruturais e redução do Estado
O programa de governo do candidato Romeu Zema, do partido Novo, à Presidência da República, foi divulgado com propostas que visam uma profunda transformação na gestão pública e na economia brasileira.
Entre as medidas de destaque estão a saída do Brasil do bloco BRICS, a eliminação de supersalários para agentes públicos e a redução de impostos sobre operações financeiras. O plano busca maior eficiência, segurança e um ajuste fiscal rigoroso.
As propostas abrangem desde a segurança pública e o combate à corrupção até a reforma do judiciário e a reestruturação do sistema trabalhista. A divulgação foi feita pela Agência Brasil, que publicou os programas de todos os candidatos eleitorais.
Segurança Pública e Combate ao Crime
Na área de segurança, Zema propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas, com a construção de presídios de segurança máxima em locais remotos. A proposta inclui a integração das Forças Armadas às polícias e a prisão preventiva obrigatória em casos de reincidência.
A redução da maioridade penal para 16 anos ou menos e o fim da progressão acelerada de penas também fazem parte do plano. As delegacias da Mulher funcionariam 24 horas, com ampliação das Patrulhas Maria da Penha.
Reforma do Judiciário e Combate à Corrupção
O programa de Zema visa restringir o foro privilegiado apenas ao Presidente da República e condicionar a progressão de pena para corruptos à devolução integral dos valores desviados. Aumentos patrimoniais incompatíveis com a renda de agentes públicos disparam sindicâncias automáticas.
Também se propõe a eliminação de supersalários, limitação de férias a 30 dias e a extinção da aposentadoria compulsória punitiva. Há um plano para limitar o poder do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo que ministros suspendam leis ou políticas públicas unilateralmente.
Economia, Trabalho e Privatizações
No campo econômico, Zema defende a redução de juros por meio de um “choque fiscal” e a diminuição de impostos sobre operações financeiras, como o IOF sobre empréstimos. O Imposto de Renda para empresas também seria reduzido.
O plano propõe a privatização de todas as empresas estatais e a venda de imóveis públicos ociosos. Uma das propostas mais significativas é a criação de um regime alternativo à CLT, permitindo que trabalhadores e empregadores negociem livremente os termos contratuais, com prevalência do negociado sobre o legislado.
A ideia é flexibilizar jornadas, divisão de férias e pagamentos salariais, além de isentar encargos sobre um salário mínimo para contratados vindos da informalidade. O fim do monopólio sindical também está previsto.
Política Externa e Relações Internacionais
A política externa do candidato será orientada pelo pragmatismo comercial, com a previsão explícita de **saída do Brasil do bloco BRICS**. A prioridade seria a adesão imediata à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a transformação do Mercosul em zona de livre comércio.
O plano também defende a coordenação com os Estados Unidos e outros países interessados no combate ao crime organizado internacional, alinhando a diplomacia a interesses comerciais e de segurança.
