Desde a quarta-feira (15) a água começou a baixar em Itaquaquecetuba, mas o trabalho de acompanhamento das áreas afetadas pelas chuvas continua. No quinto dia consecutivo de atuação da força-tarefa, a Defesa Civil monitorou os níveis de alagamento e manteve equipes em campo, principalmente nas regiões onde o escoamento ocorre de forma mais lenta, como Maria Augusta, Vila Japão, Vila Sônia e Jardim Fiorelo.
Em alguns locais, a lâmina d’água recua cerca de 10 centímetros. Em outros, a redução varia entre 20 e 30 centímetros por período, conforme as condições de drenagem e a vazão dos cursos d’água. A diferença entre os pontos faz com que o acompanhamento seja realizado de maneira contínua, já que a velocidade de escoamento não é a mesma em toda a cidade.
Além do monitoramento, os agentes seguem realizando vistorias e atendendo moradores que permanecem nas áreas atingidas. Equipes também chegam a locais com acesso mais difícil para levar água potável, refeições prontas e outros itens necessários às famílias.
“Estamos no quinto dia de uma operação que exige presença constante. A redução dos níveis de água é uma sinalização positiva, mas não significa que o trabalho terminou. Enquanto houver moradores afetados e pontos que exigem acompanhamento, nossas equipes permanecerão em campo, avaliando cada situação e levando assistência para quem precisa”, afirmou o prefeito Eduardo Boigues.
No trânsito, a situação também apresenta melhora. Segundo a atualização do mapa realizada nesta quarta-feira (16), grande parte das vias registra boa fluidez. Ainda há retenções em alguns acessos e pontos de ligação com a malha urbana, especialmente em áreas que demandam atenção por causa das condições provocadas pelas chuvas.
“Com a melhora gradual das condições, a recomendação é que os motoristas priorizem os trechos com boa fluidez e evitem os pontos onde ainda há retenção. Isso também facilita a circulação das equipes que estão atuando nas áreas afetadas”, explicou o secretário de Mobilidade Urbana, Rosinaldo Castro.
Nas proximidades do rio Tietê, do Parque Ecológico Mário do Canto e de regiões de várzea, o trânsito continua sendo avaliado em conjunto com as condições de alagamento. A análise permite que os deslocamentos das equipes sejam ajustados conforme a evolução de cada área.
O Centro de Operações de Emergências (COE) permanece reunindo informações das equipes em campo e acompanhando as condições viárias para orientar o deslocamento das viaturas. “O cenário muda de acordo com o comportamento da água e as condições de cada região. Por isso o acompanhamento em tempo real é fundamental para direcionar os recursos aos locais que mais precisam”, finalizou o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori.
