Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026 às 10:18
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Dólar Mergulha para R$ 5,08: Tensão no Oriente Médio Impulsiona Petróleo e Bolsa Brasileira Atinge Pico de 3 Meses

Dólar em forte queda e Ibovespa em alta: entenda os fatores por trás dos movimentos do mercado financeiro nesta terça-feira.

Em um pregão marcado por eventos globais e domésticos, o dólar à vista fechou em R$ 5,089, **recuando 0,79%** e atingindo o menor valor em um mês. A divisa americana não era cotada tão baixo desde o dia 7 de agosto, quando encerrou o dia a R$ 5,084.

A desvalorização do dólar ocorreu em um cenário de **movimentações nos mercados locais** e um ambiente externo favorável a moedas de países emergentes. Com este resultado, o dólar acumula uma queda de 7,28% em 2026, mostrando um fôlego de recuperação após uma alta em agosto.

O movimento do dólar, conforme informação divulgada, foi influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevaram os preços do petróleo. Essa alta nas commodities, por sua vez, beneficiou o desempenho da bolsa brasileira. Conforme informação divulgada pelo g1, o dólar à vista terminou o pregão cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%.

Ibovespa Alcança Novo Patamar e Petrobras se Destaca

Enquanto o dólar caía, a bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, **subiu 1,20%**, fechando aos 187.366,84 pontos. Este é o **maior nível desde 4 de maio**, demonstrando força no mercado acionário local. Durante o pregão, o índice chegou a flertar com os 189.487 pontos.

O volume financeiro negociado na B3 foi expressivo, totalizando R$ 29,76 bilhões. As ações da **Petrobras**, as mais negociadas no Ibovespa, acompanharam a alta do petróleo no exterior. As ações preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto as ordinárias avançaram 2,36%.

O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira permaneceu positivo em setembro. Nos primeiros três pregões do mês, a entrada líquida de capital externo somava R$ 3,9 bilhões, indicando confiança dos investidores internacionais no mercado brasileiro.

Petróleo em Alta: Tensões no Oriente Médio Afetam o Mercado Global

A alta nos preços do petróleo foi impulsionada pelo **aumento das tensões no Oriente Médio**, com ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, alcançando US$ 97,92, seu maior nível desde 23 de julho. Já o barril WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, fechando a US$ 93,03, o maior patamar desde junho.

Os ataques na Arábia Saudita aumentaram as preocupações sobre o **abastecimento global de petróleo** e os potenciais efeitos das interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do suprimento mundial da commodity, continua sendo um ponto de atenção.

Apesar da valorização, os contratos de petróleo reduziram parte dos ganhos intraday diante da preocupação com os efeitos de preços mais altos de combustíveis na **inflação, juros e crescimento econômico global**. O mercado monitora de perto os desdobramentos da situação no Oriente Médio e seu impacto na economia mundial.

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