Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026 às 08:39
ADVERTISEMENT

Agenda Presidencial Terça-feira (18): Cury propõe ajuste no Bolsa Família, Flávio Bolsonaro corta ministérios e Zema ataca apostas online

Agenda dos Candidatos à Presidência: Terça-feira agitada com propostas e debates

A terça-feira, 18 de outubro, foi marcada por intensas agendas dos candidatos à Presidência da República. Diversos presidenciáveis participaram de sabatinas, concederam entrevistas e apresentaram suas propostas em eventos de campanha por todo o país. As pautas abordaram desde reformas econômicas e sociais até temas mais específicos como jogos de azar e direitos das minorias.

As campanhas estiveram ativas, com candidatos como Augusto Cury e Renan Santos participando de sabatinas promovidas pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Outros, como Flávio Bolsonaro e Edmilson Costa, buscaram espaço em rádios e canais online para divulgar suas plataformas. A diversidade de ações reflete a estratégia de cada campanha em alcançar diferentes segmentos do eleitorado.

Temas como a reforma tributária, o futuro do Bolsa Família, a redução de gastos públicos e a regulamentação de setores como apostas online estiveram em destaque. As propostas apresentadas demonstram as distintas visões de cada candidato para os desafios que o Brasil enfrenta. Conforme informações divulgadas pelos candidatos e suas assessorias, acompanhe os principais destaques da terça-feira eleitoral.

Candidatos debatem economia e programas sociais

Augusto Cury (Avante) participou da sabatina da Unecs e afirmou que, se eleito, fará ajustes na reforma tributária, visando o setor de comércio e serviços, que representa 70% da economia brasileira. Ele também propôs alterações no Bolsa Família, garantindo que beneficiários que consigam emprego ou se tornem MEI continuem recebendo o auxílio durante um período de adaptação.

Renan Santos (Missão) também esteve na sabatina da Unecs, defendendo um corte de gastos públicos na ordem de R$ 200 bilhões para viabilizar a queda dos juros. Ele se mostrou contrário ao fim da escala 6×1, argumentando que isso aumentaria os custos e levaria empresas à falência. Para o Bolsa Família, Santos propôs a criação de um banco central de empregos em cada município para auxiliar na transição para o regime formal de trabalho.

Edmilson Costa (PCB) defendeu em entrevista ao canal Farol Brasil a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, o fim do monopólio das comunicações e a recomposição do poder de compra do brasileiro. Ele também se posicionou contra a escala 6×1 e a favor da auditoria da dívida pública.

Flávio Bolsonaro propõe corte de ministérios e Zema mira apostas online

Flávio Bolsonaro (PL) participou de um evento em Belo Horizonte e, em entrevista à Rádio Itatiaia, anunciou a intenção de reduzir o número de ministérios de 39 para 23 e cortar cargos comissionados. Ele também propôs reduzir tarifas na exportação de petróleo e na construção de data centers, argumentando que o imposto atual de 25% inviabiliza oportunidades para o Brasil.

Romeu Zema (Novo) encontrou-se com pessoas afetadas pelo vício em jogos de azar e declarou que seu primeiro ato como presidente seria acabar com as plataformas de apostas online. Zema classificou o cenário como uma epidemia de vício que enriquece poucos e manipula milhões de pessoas.

Ronaldo Caiado (PSD) participou do evento da Unecs, onde criticou a reforma tributária, especialmente o modelo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Caso eleito, Caiado apresentou a proposta de uma Emenda à Constituição (PEC) para limitar o gasto público a um percentual do PIB, entre 40% e 50%.

Outras agendas e propostas dos candidatos

Clariana Barão (Democracia Cristã) passou o dia em São Paulo, reunindo-se com lideranças locais e conversando com eleitores sobre propostas voltadas para direitos de mulheres e crianças, igualdade salarial e combate ao feminicídio, além de empreendedorismo e educação.

Hertz Dias (PSTU) gravou conteúdo para redes sociais defendendo o controle público sobre setores de tecnologia, indústria, infraestrutura, energia e recursos naturais, além de maior geração de empregos e valorização salarial.

Pablo Marçal (PRTB) concedeu entrevista defendendo a ampliação da participação popular por meio de ferramentas digitais e a descentralização do poder econômico, com prioridade para os estados do Nordeste.

Rui Costa Pimenta (PCO) defendeu o cancelamento de privatizações, a reestatização de empresas, o aumento emergencial de salários e a jornada de trabalho de 35 horas semanais sem redução salarial.

Wilson Grassi (Democrata) concedeu entrevista defendendo a integração da causa animal às políticas públicas, a renovação do sistema tributário, o enfrentamento das filas do SUS e maior investimento público em pesquisa, educação e esporte.

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não tiveram agenda pública registrada nesta terça-feira (18).

Menu