São Paulo intensifica orientações para prevenção da Leishmaniose, doença grave transmitida por mosquito
A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, iniciada nesta segunda-feira (10), é um importante alerta para a população sobre os cuidados necessários para reduzir o risco de transmissão da doença. A campanha visa orientar sobre medidas de proteção eficazes, tanto no ambiente doméstico quanto em áreas externas, protegendo tanto humanos quanto cães, que são os principais reservatórios urbanos do parasita.
A leishmaniose visceral é uma enfermidade infecciosa grave, que pode acometer tanto pessoas quanto cães. A transmissão ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do flebotomíneo infectado, popularmente conhecido como mosquito-palha. É fundamental ressaltar que não há transmissão direta entre cães e pessoas, nem entre pessoas, pelo simples convívio social.
O mosquito-palha, ao picar um cão com leishmaniose, pode se infectar e, posteriormente, transmitir o parasita para humanos ou outros animais. Animais que não apresentam sintomas visíveis também podem ser portadores e transmitir a doença ao vetor. Essas informações, que reforçam a importância da vigilância e prevenção, foram divulgadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
Dados preocupantes da Leishmaniose no Estado de São Paulo
Os números apresentados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) revelam a gravidade da situação. Entre 2021 e 2025, o estado registrou um total de 336 casos e 37 óbitos decorrentes da leishmaniose visceral. Em 2026, até o mês de maio, foram contabilizados 17 casos e um óbito, evidenciando a necessidade contínua de atenção e combate à doença.
Medidas de prevenção para evitar a Leishmaniose em humanos
O mosquito-palha prefere ambientes úmidos, sombreados e com acúmulo de matéria orgânica para se desenvolver. Por isso, a prevenção da leishmaniose em humanos passa por cuidados essenciais com o ambiente. Manter quintais e terrenos limpos, removendo folhas caídas, frutos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos, é uma das principais recomendações.
O uso de telas de malha fina em portas e janelas, assim como mosquiteiros, quando necessário, também são barreiras eficazes contra o inseto. Em áreas onde a transmissão é mais comum, o uso de repelentes devidamente regularizados é aconselhável. Evitar a exposição ao ar livre no fim da tarde e à noite, períodos de maior atividade do mosquito-palha, é outra medida importante.
Protegendo os cães: a linha de frente contra a Leishmaniose
Em áreas com transmissão da leishmaniose, é crucial reforçar a proteção dos cães contra as picadas do mosquito-palha. A orientação é o uso de inseticidas repelentes específicos para cães, como coleiras e outras apresentações, sempre sob a indicação de um médico veterinário. Manter os locais onde os animais permanecem limpos, sem acúmulo de matéria orgânica e umidade, também contribui significativamente.
Os sinais que podem indicar leishmaniose em cães incluem descamação ou feridas na pele, especialmente ao redor dos olhos, orelhas e nas extremidades. Caroços sob a mandíbula, na frente dos ombros ou atrás dos joelhos, perda de pelos, emagrecimento, crescimento exagerado das unhas, alterações oculares, apatia e sangramentos nasais ou nas fezes também são sintomas suspeitos. A avaliação veterinária é fundamental, pois alguns cães infectados podem não apresentar sintomas visíveis.
Vigilância contínua e ações de controle da Leishmaniose
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP) mantém ações permanentes de vigilância e controle da leishmaniose visceral em colaboração com os municípios. Essas estratégias incluem o monitoramento de casos em humanos e cães, a investigação de áreas de transmissão, o diagnóstico precoce, a orientação aos serviços de saúde, a vigilância do mosquito-palha e medidas de manejo ambiental e controle vetorial. O diagnóstico e tratamento precoces em humanos são essenciais para evitar complicações graves.
