Domingo, 02 de Agosto de 2026 às 10:39
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Justiça do Rio revoga prisão preventiva de Oruam após desclassificar tentativa de homicídio para lesão corporal leve

Justiça do Rio revoga prisão preventiva de Oruam, desclassificando crime para lesão corporal leve

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão significativa ao revogar a prisão preventiva do rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A medida atende a um pedido da defesa e altera o curso do processo que envolvia o artista.

A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, foi responsável pela decisão. Ela reavaliou as acusações e optou por desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal leve, mudando drasticamente o cenário legal para o rapper.

Este caso tem origem em um incidente ocorrido em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio de Janeiro. O rapper e outras pessoas foram denunciados por, supostamente, arremessar pedras contra policiais civis. Os agentes estavam cumprindo mandados de busca e apreensão em frente à residência de Oruam, buscando um adolescente. Conforme informação divulgada pela Justiça do Rio de Janeiro.

Nova Competência e Medidas Cautelares Para Oruam

Com a desclassificação para lesão corporal leve, a magistrada determinou que o processo seja encaminhado a uma das varas criminais comuns da capital. Isso ocorre porque a 3ª Vara Criminal possui competência para julgar crimes dolosos contra a vida, o que não se aplica mais ao caso de Oruam.

Em sua decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello destacou que não há fundamento legal para manter a prisão preventiva de Oruam, uma vez que os crimes remanescentes, agora classificados como lesão corporal leve, não comportam essa medida cautelar mais severa.

Apesar de sair da prisão, Oruam precisará cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas, está o comparecimento mensal em juízo, o recolhimento domiciliar durante o período noturno, especificamente das 20h às 6h, e a proibição de frequentar o Complexo do Alemão.

Outros Denunciados Permanecem Sob Medidas Cautelares

Os demais envolvidos na ocorrência, identificados como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, continuarão sujeitos às medidas cautelares que já lhes foram aplicadas. A magistrada observou que não houve descumprimento das determinações judiciais por parte deles, nem surgiram fatos novos que justificassem uma alteração nas medidas.

A decisão representa um alívio para o rapper Oruam e sua equipe, que agora poderão focar na defesa em um contexto legal menos restritivo. A expectativa é que o processo siga seu curso nas varas criminais comuns, com as novas determinações da Justiça.

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