Vereadores cobram IML 24 horas em Mogi das Cruzes

Vereadores cobram IML 24 horas em Mogi das Cruzes

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, em sessão ordinária nesta terça-feira (14), a Moção nº 74/2022, que pleiteia a expansão do horário de funcionamento do IML (Instituto Médico Legal) de Mogi das Cruzes. Iniciativa do vereador Carlos Lucarefski (PV), o documento legislativo reivindica o funcionamento do órgão no período noturno, das 18 às 8 horas.

“Mogi tem quase 500 mil habitantes e vem sofrendo há tempos com o descaso no atendimento oferecido pelo IML, notadamente no horário compreendido entre 18 horas e às 8 horas do dia seguinte, em razão da ausência de um médico legista nesse período”, comenta o parlamentar.

Lucarefski contou ainda o drama de um munícipe que perdeu um filho e teve de aguardar o dia amanhecer para que o corpo pudesse ser liberado pelo médico legista do período diurno. “Fui procurado por um munícipe que necessitou liberar o corpo de um ente querido, seu filho, na verdade. Porém, para sua surpresa, ele recebeu a notícia de que a liberação só seria possível na manhã seguinte, o que gerou sensação de revolta e indignação extrema”, pontuou o parlamentar.

Já o vereador Policial Maurino (Pode) também foi procurado por munícipes indignados com a falta de plantonistas no local.

“Também fui solicitado na manhã de ontem pela família que aguardava a liberação do corpo de uma pessoa que havia falecido às 20h do domingo. Ontem, a informação que tive é de que havia 8 corpos para serem liberados e apenas um legista para realizar as autópsias”, acentuou Maurino.

Para o vereador Mauro Yokoyama (PL), com quase 500 mil habitantes, está mais do que na hora de Mogi das Cruzes ter mais legistas. “Para que as famílias não tenham seus sofrimentos prolongados”, argumentou.

A vereadora Inês Paz (PSOL), por sua vez, fez coro à Moção. “Estamos fazendo vários pedidos de apelo ao governador para que aumente o quadro do funcionalismo público na Saúde, bem como na Segurança Pública”, analisou a pessolista.

Por sua vez, o vereador Juliano Botelho (PSB) lembrou que já tinha feito pedido semelhante em março.

“No mês de março, fizemos uma moção clamando por mais legistas no nosso município. Lembrando que a demanda não é só de Mogi, mas de todo o Alto Tietê. A cidade está abandonada, o Governo do Estado, desde a gestão Dória, esqueceu-se de nós. Não dá para botar tudo na conta da pandemia. Na Segurança Pública, por exemplo, está tudo nas costas da Guarda Municipal”, observou.

Zé Luiz (PSDB) endossou as reivindicações dos colegas, mas destacou a importância de acionar forças políticas regionais.

“Sabemos da necessidade do nosso IML, não é possível que uma cidade do porte de Mogi só tenha um médico legista para fazer a liberação dos corpos. Imaginem as famílias que perderam um ente querido e ainda terem que sofrer por verem seus momentos de despedidas atrasados. Porém, temos que entender que o governador Rodrigo Garcia está chegando agora e tem tido um olhar diferenciado para a cidade. Sabemos das dificuldades e demandas, mas precisamos da força política da região para alcançarmos mais resultados com essas moções”, completou.

A Moção nº 74/2022 será encaminhada ao prefeito de Mogi, Caio Cunha (Pode), e ao governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB).

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