Com a presença do secretário executivo de Estado da Habitação e presidente do programa Cidade legal, Fernando Marangoni, a Prefeitura de Arujá realizou no último sábado a entrega de títulos de propriedade a moradores do Núcleo Habitacional Penhinha. A solenidade aconteceu na Escola Municipal da Penhinha, marcando para muitas famílias a realização de um sonho de mais de 20 anos de batalha jurídica.

Sem esconder a emoção, o prefeito Luís Camargo fez um especial agradecimento ao secretário Marangoni e sua equipe, por terem encaminhado com toda presteza as documentações visando a regulamentação desse núcleo habitacional tão antigo.
“Desde antes de minha posse como prefeito, já vínhamos conversando com o secretário, procurando a forma mais eficaz de promover a legalização habitacional, pois entendemos que o direito à moradia é um direito constitucional do cidadão, assim como a alimentação e a educação. Como advogado, eu sei que a obtenção de um título de propriedade é também um motivo de paz para o coração de um pai de família, que sai para trabalhar todo dia deixando seus filhos em território legalmente seguro. E por isso eu digo que é com imensa alegria que estou entregando estes títulos de propriedade a todos vocês, homens e mulheres de bem, que trabalharam e batalharam muito para ter a sua casa própria”.

Camargo também fez um agradecimento especial aos vereadores, pela maneira como têm aprovado as iniciativas que visam o bem estar da população e pelo empenho em legislar em prol das causas mais justas. Ele agradeceu de forma especial o vereador Abelzinho de quem partiu a indicação neste caso do Núcleo da Penhinha.

Sobre a situação no Parque Rodrigo Barreto, em que ainda se tem notícias de famílias que constroem moradias em terrenos alugados e que são despejadas dos imóveis por não poderem comprá-los posteriormente, o prefeito disse que sua gestão tomará as devidas providências. “Eu lhes asseguro que vamos acabar com isso, pois não se trata de um outro caso esporádico, mas de muitos casos como este, que consideramos inadmissível”, comentou.

Alegria e tristeza
Dentre os 22 moradores que receberam seus títulos de legitimação fundiária do núcleo habitacional da Penhinha nesta solenidade, o mais emocionado, com certeza, era Alexandre Caraça, 42 anos, que recebeu o certificado em nome de seu pai Antonio Caraça. “Meu pai lutou 22 anos para regularizar sua propriedade, neste ano, pouco antes de falecer de Covid, após 14 dias de internação, ele me entregou sua pasta de documentos e disse: “Filho, eu não posso mais cuidar disso, corre atrás disso pra mim”. Ele morreu sem saber que estava tão perto de obter o certificado, mas se estivesse aqui hoje, estaria vibrando de alegria por saber que deu tudo certo”, declarou agradecido.

 

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