Reflexão: A guerra da língua

Reflexão: A guerra da língua

A iminente invasão da Ucrânia pela poderosa força militar russa vai gerar um caos na economia mundial, com proporções similares aos da pandemia nos últimos dois anos. A previsão desta guerra vem sendo manchete em quase todos os veículos de comunicação e trazem à população do mundo uma nova preocupação já que a maioria dos países estão enfrentando uma inflação galopante pós pandemia. A qualquer momento um conflito pode agravar a situação das pessoas.

Engraçado é que muitos de nós se preocupa com manchetes como esta, desejando poder interferir de alguma forma para evitar um conflito maior. Todavia, não cuidamos das guerras que nós mesmos criamos quando usamos de forma leviana a maior arma que temos, que é a língua.

A Bíblia diz que ela é o menor órgão de nosso corpo, todavia, dotada de um poder tremendo que pode determinar vida e morte. A Palavra de Deus nos revela preciosos ensinamentos acerca do nosso falar. “O que guarda a boca e a língua guarda sua alma das angústias (Provérbios 21:23).

Poderíamos contribuir de forma interessante para cessar grande parte das celeumas que terminam em guerra, ou que terminam em tragédia se usássemos nossa língua para ponderar e apaziguar, para buscar o bem e as soluções. De acordo com a Bíblia, deveríamos usar nossa língua para abençoar o semelhante, a grande maioria, porém, principalmente agora que as redes sociais viralizam rapidamente qualquer declaração, preferem amaldiçoar e no final das contas, acabam colhendo os frutos daquilo que semeou em palavras.

“Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos” (Provérbios 10.20-21). Significa que quando usamos a língua para resgatar a virtude que deve existir em cada ser humano, e quando usamos as palavras com sabedoria para valorizar o outro, nós também nos beneficiamos, porque pacificamos. E Jesus afirma que bem aventurados são os pacificadores. Será que é por que a grande maioria fomenta guerras?

Devemos estar atentos àquilo que falamos e como falamos, porque a Bíblia diz ainda e isso é algo que vale a pena ponderar, que “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Provérbios 18.21). Consegue imaginar a extensão e a gravidade disso? Com ela, você pode vivificar ou matar. Consegue dimensionar o poder que há nesse tão pequeno órgão de seu corpo?

Sendo assim, caro leitor, peça sabedoria a Deus para que possa usar sua língua de forma a pacificar, de forma a resgatar a esperança, resgatar vidas. Verdade que não temos o poder de interferir em guerras internacionais, mas com certeza podemos evitar a fomentação de guerras à nossa volta. Se procurarmos a paz seremos acolhidos por ela e desfrutaremos os seus frutos. Use a língua para adorar a Deus com gratidão, para compartilhar esperança e profetizar curas, profetizar progresso. Com certeza você fará grandes coisas por si mesmo e pelos semelhantes.

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