Por João Renato Amorim

Reinaugurado com pompa na segunda-feira passada (27), como parte dos festejos do Dia da Imigração Japonesa em Arujá, o monumento localizado próximo à Praça Major Benjamin Franco, é a representação da colônia nipônica na cidade, cuja relação está prestes a completar um século. Os primeiros relatos da chegada de colonos para Arujá datam do meio dos anos 1920. Um dos pioneiros foi Naoe Ogasawara (1870-1970), que veio cultivar tomates e verduras, na época em que o hoje município era distrito de Mogi das Cruzes.

Entre outras coisas, Naoe foi um dos fundadores do Kaikan de Arujá, instituto cultural da colônia, em 29 de abril de 1936. Entre as várias realizações da associação, está a construção do prédio em que está hoje, a E.E. Washington Luís Pereira de Souza. A inauguração ocorreu em 30 de setembro de 1962, mas só começou a ser usado no ano seguinte. Como retribuição, o Kaikan decide construir o monumento, na Praça do Centenário, também finalizado no mesmo dia.

Com o passar dos anos, o local passou a ser ponto de referência dos moradores que apelidaram o espaço de “Praça do Relógio”. Até antes da reforma, era possível ver grafites em alusão aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, celebrado no ano de 2008. Um ponto em comum entre a inauguração em 1962 e o evento desta semana, foi a presença do cônsul do Japão em São Paulo.

As informações e dados são de autoria do historiador João Machado.

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