Alguém já disse que o tempo de crise é principalmente um tempo de oportunidade. Para o engenheiro mecânico Glauton Machado Barbosa e o engenheiro em segurança do trabalho Luciano Feijó, responsáveis pela DME Engenharia, a oportunidade surgiu em forma de desafio durante esses mais de 20 meses de pandemia, ante a necessidade de executar projetos de instalação da rede de gases em hospitais sem as peças e materiais disponíveis no mercado. A vontade de fazer a diferença aliada à pressão de viabilizar rapidamente leitos de UTI para salvar vidas, acabaram revelando um novo segmento de atuação para a empresa que tem cinco anos de existência e está localizada na Vila Pilar, em Arujá.

Em agosto deste ano o vice-governador Rodrigo Garcia inaugurou o hospital de campanha no município de Casa Branca e das centenas de pessoas que recorreram aos 60 leitos daquela unidade de tratamento à Covid-19, é provável que nenhuma destas pessoas tenha sequer imaginado os desafios enfrentados pela equipe arujaense que não só desenvolveu o projeto para implantação da rede de ar comprimido e oxigênio, mas também o aprendizado que isso representou para seus funcionários num momento em que o mercado se viu desabastecido em relação a peças importantes para a realização da obra.

“A DME é especialista em projetos de máquinas e dispositivos, usinagem e impressão 3D. Atendemos a vários setores, como o elétrico, farmacêutico, odontológico, industrial, mas nunca havíamos atendido hospitais. Mas é claro fomos estudar o projeto, normas técnicas aplicáveis e decidimos encarar, sem contar que teríamos que enfrentar a falta de peças, já que hospitais estavam sendo erguidos às pressas para atender o momento crítico da pandemia. Mas ainda assim, pelo desejo de fazer parte neste esforço de salvar vidas, eu e o Luciano Feijó perseveramos, motivamos nossa equipe e tivemos que fabricar os dispositivos em falta. Chegamos a fazer estágio numa empresa de soldagem para entender as diferenças entre a solda de cobre, solda de inox e alumínio, e nosso pessoal teve tanta força de vontade que conseguiu superar os instrutores mais experientes”, relata Glauton Barbosa.

O resultado é que a rede de gases medicinais foi implantada com sucesso e os 60 leitos hospitalares foram liberados em tempo recorde. “Não tivemos um único vazamento e deixamos médicos e técnicos com a impressão de trabalharmos com isso há muito tempo. Antes disso, realizamos os projetos de instalação de rede de gases no Hospital de Campanha de Suzano, com 80 leitos, e o Hospital Guarapiranga, em que um claustro de freiras e uma igreja foram convertidos em 40 leitos. Realizamos os trabalhos e além de atender tecnicamente as áreas médica e de enfermagem, ficamos satisfeitos em contribuir nesse processo de restaurar a saúde das pessoas”, destaca Luciano Feijó.

Trabalho criterioso

Se de um lado a pandemia da Covid-19 contribuiu para ampliar os horizontes da DME, é preciso destacar, porém, que a empresa já vinha experimentando uma fase interessante de crescimento, realizando projetos para empresas como a Schneider Electric, Abrasfer, Dentsply, Zinni&Guell, Tecnocuba, citando somente alguns e outras de setores diversos. “Desde muito jovem eu quis ter o meu próprio negócio nesta área de engenharia em automação, que nos permite estar sempre criando e inovando, mas decidi que primeiramente eu precisaria obter muita experiência. Então trabalhei durante 20 anos para outras empresas, buscando dar o meu melhor para atender a necessidade das empresas.

A DME foi fundada há 7 anos, porém com pleno foco há 5 anos. Encontrei o Luciano Feijó, engenheiro em segurança do trabalho e nós montamos uma equipe que é ainda pequena, são 9 pessoas diretas, mas grande em criatividade, planejamento e força de vontade e hoje nós focamos em atender empresas que precisam reduzir custos, reduzir tempo de processos para aumentar a produtividade”, disse o engenheiro mecânico de automação Glauton Barbosa, lembrando que a DME tem um cuidado muito especial para garantir a segurança das operações, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente em todas as soluções que propõe.

“A DME transforma máquinas que já realizam um ótimo trabalho em maquinários excelentes, personalizando de acordo com a necessidade do cliente. Nós fazemos a consultoria para identificar o que o cliente precisa, se é redução de tempo, custos e métodos e desenvolvemos um projeto, melhorando suas máquinas para que sejam excelentes. Não somos uma grande empresa mas realizamos grandes projetos, conseguimos trabalhar de forma criteriosa, imprimindo excelência no que fazemos”, acrescenta o Engº Luciano Feijó.

E dessa forma, enquanto estuda os problemas de outras empresas e fomenta soluções inovadoras para que possam crescer de forma criteriosa, a DME cresce com seus clientes e começa a projetar a cidade de Arujá de uma forma muito positiva no cenário estadual. Para garantir a expansão da fábrica uma área de cerca de 2 mil metros foi adquirida. “Já estamos investindo na construção da nova unidade. Demos mais um passo, na esperança de que quando toda esta crise passar, possamos sonhar com um futuro ainda melhor”, finalizou o engenheiro Glauton Barbosa, que hoje é conselheiro da cadeira de Mecânica do CREA-SP.

Desde sua fundação, a DME está localizada na Rua Francisco Muraca, em Vila Pilar e empresários e industriais que desejarem uma consultoria, soluções inovadoras, estudos de adequação de NR 12, projetos de melhoria em máquinas e equipamentos e impressão 3D podem agendar através do telefone (11) 4653-3124.

Orgulho para a cidade

O vereador Luís Fernando esteve visitando a empresa e conhecendo a equipe da DME e se disse muito orgulhoso de que o trabalho de pesquisa, inteligência e toda boa vontade em produzir com qualidade esteja projetando a cidade de Arujá de uma forma tão positiva para o Brasil.

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