Reflexão: O combustível das guerras

Reflexão: O combustível das guerras

Qual é mesmo o motivo pelo qual a Rússia deflagrou a guerra contra a Ucrânia, deixando já em seus primeiros momentos mortos, feridos e cenas de tremenda crueldade?

Claro que no final das contas existem muitas pretensões não reveladas, mas a versão oficial apresentada pelo presidente russo Vladimir Putin relaciona o avanço pelo leste europeu da Otan, uma aliança militar formada em 1949 inicialmente por 12 países e que hoje conta com 30, expansão que ocorreu justamente no leste europeu. A Otan se declara uma aliança de defesa, mas recentemente convidou a Ucrânia a se filiar, com total apoio dos Estados Unidos, o que poderia significar um isolamento geopolítico da Rússia e uma afronta a seu governo.

Mas será que isso seria algo tão nefasto e que não poderia ser tratado numa negociação diplomática entre governos? Ou a ambição do governo russo, com sua tendência imperialista de anexar territórios estaria por trás dessa ofensiva militar que surpreendeu o mundo neste início de ano?

A Bíblia nos responde de maneira bastante objetiva sobre o que está por trás dessa e de todas as demais guerras que temos acompanhado. “De onde vem as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Tiago 4:1.

Significa que jamais haverá uma paz mundial porque os seres humanos, independente de seu país, de sua posição política ou ideológica estão sempre se deixando dominar por sua arrogância maligna, alimentando desejos deploráveis que não poderiam ser justificados. As paixões nada mais são que o culto ao próprio ego, alguns em busca de riquezas, outros em busca de poder, ou alimentando a lascívia.

Está claro para o mundo que o presidente russo não está defendendo seu território e sim atacando um país menor que não oferece risco ao seu poderoso exército e temível armamento e sim querendo passar ao mundo a imagem de um líder supremo, que pode dispor de vidas humanas como bem entender para atender seus objetivos.

Todavia, a arrogância humana nada é diante do poder de Deus e o melhor exemplo disso é a própria queda da União Soviética em 1991, depois do partido comunista observar que o atraso econômico real impediria o bloco de fazer frente às potências inimigas. O projeto socialista começava a ruir e as promessas de igualdade e prosperidade faziam contraste com os privilégios de uma classe que vivia á custa da riqueza controlada pelo governo.

Mais cedo ou mais tarde as verdadeiras motivações dos seres humanos aparecem e isso não é diferente seja em relação às autoridades ou as pessoas comuns e fica claro que muitas vezes aquilo que tomamos a força não traz prosperidade e muito menos a paz. É por isso que o mesmo texto em Tiago 4:1 afirma que “Vocês não conseguem o que querem porque não pedem a Deus”.

A verdade é que muitas vezes desejamos tão ardentemente coisas que não precisamos ou que não nos trarão felicidade, e vamos à ruína porque não pedimos a Deus que esclareça nossas motivações e que aplaine os nossos caminhos. Optamos em guerrear por coisas que futuramente se tornam ciladas e trazem infelicidade.

Devemos estar atentos para que, dentro de nossa esfera de poder e influência não estejamos, de alguma forma promovendo guerra entre as pessoas que nos rodeiam, promovendo conflitos que custarão a vida de outros, ou trarão infortúnio aos nossos semelhantes. Porque há um Deus nos céus que no momento oportuno executará sua justiça contra todos aqueles que alimentam a arrogância e desprezam a paz.
Se queremos conquistar grandes coisas devemos nos colocar diante do Senhor com humildade, pois ele é contra os orgulhosos e generoso com os humildes. Se nos achegarmos a Cristo ele se achegará a nós e nos dará infinitamente mais do que pedimos, e o melhor de tudo é que nos dará a sua paz e a sua benção para que possamos desfrutar com alegria.

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