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Novo Desenrola: Governo autoriza uso do FGTS para quitar dívidas e promete descontos de até 90% em 2024

Novo Desenrola 2.0: FGTS será liberado para renegociação de dívidas com descontos de até 90%

O governo federal deve anunciar esta semana uma nova versão do programa Desenrola, apelidada de Desenrola 2.0. A principal novidade, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, é a possibilidade de utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

A iniciativa visa combater a inadimplência em um cenário de juros ainda elevados, oferecendo uma nova oportunidade para milhões de brasileiros renegociarem seus débitos. O programa focará em dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial, modalidades que mais afligem as famílias.

Durante reuniões com presidentes de grandes bancos em São Paulo, o ministro Durigan detalhou que haverá um limite para o uso do FGTS, correspondente a um percentual do saque, vinculado ao pagamento das dívidas. O objetivo é facilitar a quitação sem comprometer a totalidade do fundo. A expectativa é que o programa beneficie dezenas de milhões de pessoas em todo o país, superando os 15 milhões alcançados na primeira edição.

Uso do FGTS e Limites na Renegociação

O ministro Dario Durigan explicou que o uso do FGTS no novo Desenrola será permitido, mas com um limite estabelecido. “A gente segue trabalhando com a possibilidade de usar o fundo de garantia”, afirmou Durigan. Ele detalhou que o saque do FGTS será limitado a um percentual específico, destinado ao pagamento das dívidas negociadas no programa.

Embora não tenha revelado o percentual exato, Durigan assegurou que essa modalidade visa auxiliar o cidadão a sair do ciclo de endividamento. A novidade surge como um reforço importante para o programa, que já demonstrou resultados positivos em sua primeira fase, com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.

Descontos Expressivos e Aporte do FGO

Uma das promessas mais chamativas do Desenrola 2.0 são os descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor total da dívida. Essa redução será possível através da exigência de taxas de juros significativamente menores por parte das instituições financeiras, que variam entre 6% e 10% ao mês, bem abaixo das praticadas atualmente.

Além disso, o programa contará com um aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que garantirá a renegociação para todos os interessados. O ministro destacou que o Desenrola não se trata de um “Refis periódico”, mas sim de uma medida pontual e excepcional para auxiliar as famílias em um momento de dificuldades econômicas.

Expectativa de Milhões de Beneficiados

O governo federal tem como meta alcançar dezenas de milhões de brasileiros com o novo Desenrola. Na primeira edição do programa, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas, demonstrando o alcance e a importância da iniciativa para a economia familiar.

O ministro Dario Durigan ressaltou a importância de as famílias não contarem com a recorrência dessas medidas, pois se tratam de ações pontuais para lidar com situações excepcionais. A expectativa é que, com essas novas condições, um número ainda maior de pessoas consiga regularizar sua situação financeira e ter acesso a crédito de forma mais saudável.

Reuniões Estratégicas com o Setor Financeiro

A confirmação das novas regras do Desenrola ocorreu após uma série de reuniões estratégicas do ministro da Fazenda com representantes do setor financeiro. Durigan se encontrou com presidentes de bancos como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank, além de executivos do Citibank.

Esses encontros foram fundamentais para alinhar os detalhes da operação, incluindo as contrapartidas dos bancos e as garantias necessárias para o sucesso do programa. O ministro informou que as conversas estavam sendo concluídas para que o anúncio oficial seja feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda esta semana.

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