O secretário de Saúde de Arujá, Marcio Knoller e a médica imunologista Eliane Panini Froio, da rede particular, estiveram em Porto Feliz na última segunda-feira, 22, a fim de conhecer as medidas adotadas pela Prefeitura local contra a Covid-19 e que lhe garantem a menor taxa de letalidade entre todos os municípios brasileiros. Ambos foram recebidos pelo prefeito Antonio Cássio Habice Prado, que também é médico e estudioso da Covid, sendo o primeiro a adotar oficialmente o tratamento precoce contra a doença.

Junto com sua secretária de Saúde, o prefeito de Porto Feliz mostrou os gráficos de atendimento na cidade, onde 8.500 pacientes foram tratados com sintomas de Covid, sendo que apenas 38 vieram a óbito e onde apesar das novas cepas do vírus, a letalidade é de 0,7%. “É com certeza a menor taxa de letalidade em território brasileiro e o prefeito Antonio Cássio apesar de ser hoje uma referência no Brasil, é uma pessoa humilde, que nos mostrou toda estrutura de atendimento criada para pandemia.

Pudemos visitar a Santa Casa local, onde há dez leitos de UTI patrocinados por empresários, mas cuja ocupação é pequena, porque com o tratamento precoce adotado são poucos os que efetivamente precisam de internação”, destacou a Dra. Eliane, médica da HM Imagem e diagnóstico e que em Arujá, que já tratou 400 pessoas com os medicamentos adotados em Porto Feliz com um resultado de 100% de cura.

Em fevereiro do ano passado, com as primeiras informações sobre o comportamento do coronavírus, o prefeito reformou e adequou a Santa Casa para atender na pandemia, solicitando um tomógrafo, que em março foi instalado e entrou em operação. “Ele adotou o tratamento profilático com Ivermectina e passou a ofertar gratuitamente aos pacientes com sintomas de Covid o kit com medicamentos preventivos e com isso a cidade não sofreu o colapso hospitalar, salvou vidas e ainda reduziu brutalmente o custo com UTI. Ele capacitou os médicos, colocou os medicamentos à disposição e vem realizando um trabalho de acompanhamento muito importante, é um estudioso da situação e um gestor maravilhoso”, afirmou a especialista.

Para ela, a ida do secretário Márcio Knoller a Porto Feliz mostra que ele é o tipo de pessoa comprometida em melhorar a situação da saúde em Arujá. “Percebo que a Saúde em Arujá não poderia estar em melhores mãos, pois o Dr. Knoller mostrou-se proativo, enquanto administra toda essa questão da vacina se dispôs a ir pessoalmente conhecer o sistema adotado nesta cidade, porque também tem o desejo de salvar vidas e trazer resultados para a gestão do Dr. Camargo e creio que ele realmente fará a diferença em Arujá”, disse.

Conscientização dos médicos

O Secretário Márcio Knoller avaliou as informações obtidas em Porto Feliz como altamente positivas e viáveis para o município de Arujá. “Hoje nós temos a mais baixa taxa de letalidade da Covid no Alto Tietê que é 3,1% em Porto Feliz, com uma população de 53 mil habitantes tem hoje uma letalidade que está chegando a 0,7%, ou seja, é realmente pequena. E o interessante não é apenas a redução de óbitos, mas o fato de o prefeito ter diminuído a taxa de internação e o custo com UTI. Além de salvar vidas, esse protocolo que foi adotado em Porto Feliz garante que as pessoas internadas não tenham que ficar muito tempo no leito de UTI”, destacou.

Márcio Knoller destaca que o protocolo adotado em Porto Feliz consiste num tratamento inicial feito na fase 1 da Covid, as vezes até antes do resultado do teste se houver os sintomas da Covid, com um investimento maior do próprio município nesta fase, já que é proporcionado aos pacientes o antibiótico que é a Azitromicina, a Ivermectina, a Hidroxicloroquina, que são medicamentos de custo acessível e um pouco mais caro que é o enoxaparina, que é um anticoagulante, que eles já adotam na fase 1 do tratamento e que é um pouco mais caro, mas no final das contas um investimento infinitamente menor que com leitos de UTI e que tem se mostrado eficaz para salvar vidas”, argumenta o secretário.

Questionado se esse protocolo pode ser adotado em Arujá, o secretário Márcio Knoller disse que está conversando sobre o assunto com o prefeito Luiz Camargo e que, primeiramente, quer promover uma palestra para conscientização dos profissionais de Saúde da cidade sobre o funcionamento do mesmo. “Antes de pensar em disponibilizar os medicamentos nós temos que conscientizar os profissionais de saúde de que o protocolo funciona e que pode ser uma opção interessante enquanto aguardamos as vacinas. Até aqui as doses de vacina são insuficientes para imunizar as pessoas com idade abaixo de 80 anos e sequer recebemos calendários para vacinar as pessoas abaixo de 60 anos, então nós temos que estudar aquilo que funciona e criar opção para salvar vidas. Nós vamos organizar com a Dra Eliane Froio, que já tem pesquisado e trabalhado com este protocolo, uma palestra sobre sua viabilidade e então veremos qual o desdobramento”, concluiu.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, comente
Coloque seu nome aqui