Integrante do Podemos, o deputado federal Roberto de Lucena afirma que a chegada do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro ao cenário eleitoral é positiva, no sentido de ampliar o debate e forçar os líderes políticos a deixarem a zona de conforto se colocando no centro da discussão sobre os problemas do país, todavia, até aqui não deixou claro qualquer compromisso com a pauta conservadora. Diante disso, o parlamentar que reside em Arujá, está analisando se permanece ou não no partido.

“Ouvi a proposta de Sérgio Moro pela primeira vez durante sua filiação oficial ao Podemos, na última semana. Confesso que gostei da disposição que ele demonstrou em trabalhar temas sobre a sustentabilidade e o combate à corrupção. Ele deixou claro que uma de suas metas é a busca da justiça e o combate à corrupção.  Sabemos que esse reposicionamento do Brasil é importante e a pauta do desenvolvimento sustentável e austeridade é algo que engrandece o debate, assim como a proposta de uma economia liberal. Mas até agora não ouvi do candidato seu posicionamento em relação à família, conservação da vida, aborto, ideologia de gênero e educação, que são a base da pauta conservadora”, detalhou Lucena.

O deputado afirma que se identifica com o presidente Jair Bolsonaro que desde sempre deixou claro seu compromisso com os princípios do conservadorismo e diz que está analisando o cenário a fim de definir seus próximos passos na questão partidária.

 “A economia sem Moro seria discutida da mesma forma, a questão sanitária seria discutida independente dele, e é música para nossos ouvidos a proposta sobre desenvolvimento sustentável e autoridade, mas a família, a educação e as pautas de conservação da vida continuam sendo prioridade para a grande maioria dos brasileiros na qual me incluo e isso sempre foi um compromisso do presidente Jair Bolsonaro. Então, não posso relegar a segundo plano uma liderança da envergadura do presidente Bolsonaro, que não deixa qualquer dúvida sobre seu compromisso conservador e que já provou que não é um corrupto no poder, ainda que isso signifique uma mudança partidária”, concluiu o deputado.

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