DIA MUNDIAL SEM TABACO/ Fumante passivo também sofre com os males do cigarro

DIA MUNDIAL SEM TABACO/ Fumante passivo também sofre com os males do cigarro

Quem convive com fumante está suscetível a diversas doenças

 

O sistema respiratório é o primeiro a ser afetado por quem fuma. Logo no primeiro cigarro, a fumaça tóxica tragada queima o pulmão e as vias respiratórias, deixando todo o sistema inflamado e suscetível a diversas doenças como enfisema pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite, fibrose muscular, além de piorar a rinite alérgica, diminuir o paladar e o olfato. O cigarro, inclusive, é responsável por 85% das mortes por enfisema pulmonar.

Mas, não são apenas as pessoas que fumam que podem ter esse tipo de doença por conta do cigarro. Quem convive diretamente com um fumante (os chamados fumantes passivos) tem os mesmos riscos de ter qualquer uma das doenças respiratórias citadas.

Isso porque, apesar de não tragar a fumaça, essas pessoas ficam em contato direto com ela. E, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fumaça que sai da parte acesa do cigarro contém três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 mais substâncias cancerígenas.

Com isso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável, ficando atrás apenas do tabagismo ativo (quem fuma) e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

“O cigarro faz um mal muito grande não apenas para os pulmões, mas para as vias respiratórias inteiras. E, além dos problemas de saúde para o próprio fumante que são muitos, essa pessoa ainda faz mal para as pessoas que convivem com ele, seja outros adultos, crianças ou mesmos bebês que nem nasceram”, comenta o otorrinolaringologista da Clínica Respirar, Mohamad Saada.

Doenças

Entre os sintomas mais comuns a fumantes e fumantes passivos são a tosse e o agravamento de problemas respiratórios. Nos fumantes, também são registrados a produção excessiva de catarro, falta de ar e, ao longo dos anos, fraqueza, má circulação e problemas no funcionamento do coração.

Já quem não fuma, além do incômodo da fumaça, pode ter problemas de irritação nos olhos, dor de cabeça e coriza. Crianças expostas à fumaça do cigarro aumentam em 50% as chances de desenvolver doenças crônicas como bronquite e asma. A lista de doenças relacionadas ao fumo passivo inclui ainda câncer de pulmão, brônquios, fígado e bexiga e transtornos psicológicos como depressão e ansiedade.

Já os bebês, que podem ser considerados fumantes passivos quando a mãe volta a fumar na fase de amamentação, ficam mais propensos a infecções de ouvido e pneumonia nos primeiros anos de vida, risco de morte prematura e grandes chances de serem fumantes na vida adulta.

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