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Crise Humanitária no Irã: 125 Mil Unidades Civis e 32 Universidades Danificadas por Ataques de Israel e EUA, Revela ONG

Crescente Vermelho do Irã Aponta Danos Massivos em Infraestrutura Civil Após 40 Dias de Bombardeios

Um levantamento alarmante divulgado pela organização humanitária Crescente Vermelho aponta que 125 mil unidades civis, incluindo 100 mil residências, foram danificadas em todo o Irã em decorrência de 40 dias de bombardeios atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. A extensão dos danos abrange também 32 universidades e 339 unidades de saúde, gerando preocupações sobre a violação do direito internacional.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (10) pela ONG, que atua em resgates humanitários. Segundo o presidente do Crescente Vermelho no Irã, Pir-Hossein Kolivand, parte das estruturas foi completamente destruída, enquanto outras sofreram danos significativos. Kolivand afirmou que a organização enviará documentos comprobatórios às entidades internacionais.

O relatório detalha que, do total de unidades civis afetadas, 23 mil são estabelecimentos comerciais. Os centros de saúde atingidos incluem hospitais, farmácias, laboratórios e unidades de emergência. Apesar da gravidade, alguns hospitais, como o Hospital Khatam, foram reativados em menos de 24 horas, demonstrando a resiliência local em meio à crise.

Universidades Condenam Ataques e Clamam por Vozes Globais

Entre as instituições de ensino superior alvejadas está a renomada Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, um centro de excelência em tecnologia e engenharia. Em resposta a esses ataques, 36 universidades iranianas emitiram um comunicado conjunto condenando as ações e exortando a comunidade global.

O comunicado das universidades pede que “todas as instituições religiosas, científicas, universitárias e culturais do mundo se levantem com uma só voz contra essas violências”. A nota enfatiza a necessidade de não permitir que “os direitos fundamentais da humanidade sejam sacrificados pelas ambições desmedidas das potências agressorras”.

Crime de Guerra e Estratégia Deliberada, Avaliam Especialistas

O ataque contra infraestrutura civil é explicitamente condenado pelo direito internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar a destruição do Irã, o que configuraria crime de genocídio. Por outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já mencionou que ataques a infraestruturas civis podem ser “efeitos colaterais” dos combates.

No entanto, o jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi contesta essa visão. Ele avalia que o alto número de unidades civis atacadas no Irã, assim como em Gaza e no Líbano, sugere uma estratégia deliberada, e não meros efeitos colaterais. “É um crime de guerra e pretendem, com isso, pressionar e aterrorizar a população civil”, afirmou Assi.

Assi explica que o objetivo seria demonstrar que os agressores “vão atacar e não vai ter ninguém para ajudar”. Ele classifica essa tática como uma “estratégia que Israel usa desde a década de 1990”.

Israel Não Comenta, Mas Justifica Ataques Civis como Medida Militar

Até o momento, Israel não se pronunciou oficialmente sobre os ataques à infraestrutura civil no Irã. Tradicionalmente, o país justifica ataques a escolas, hospitais e outras estruturas civis alegando que estas estariam sendo utilizadas para fins militares, uma justificativa recorrente em conflitos na Faixa de Gaza e no Líbano.

O Crescente Vermelho informou ainda que 857 escolas e 20 centros da própria organização foram alvejados. Com mais de 28 mil trabalhadores atuando no país, a organização humanitária busca documentar e denunciar os impactos dos bombardeios na vida da população civil iraniana.

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