Consciência Negra: Exposição proporciona reflexão sobre a história dos negros no Brasil

Consciência Negra: Exposição proporciona reflexão sobre a história dos negros no Brasil

Aberta na manhã deste domingo (20), a mostra organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e sediada na Câmara Municipal de Arujá, reuniu lideranças comunitárias, vereadores, prefeito e público em geral para a comemoração ao Dia da Consciência Negra.
Diante de fotos das mais diversas personalidades que marcaram a luta em prol da abolição da escravidão e de outras que se sucederam no ativismo por condições de igualdade para os homens e mulheres considerados livres, foi possível reverenciar aqueles que sofreram na pela e na alma todos os tipos de sofrimento, impostos por uma sociedade racista e que se sentia no direito de escravizar seres humanos.
Também foi o momento de revisar a história atual e entender que o preconceito velado ainda existe no Brasil e se reflete na desigualdade de condições para estudantes e profissionais negros, conforme salientou o vereador Gabriel do Santos, que entende que a luta não é só pelo reconhecimento da importante contribuição cultural dos negros na cultura, gastronomia e nas artes, mas no desenvolvimento social, mediante igualdade de condições.
“Estive observando que no Brasil todo, os índices de feminicídio têm um número maior de vítimas entre as mulheres negras e isso também mostra que há muito o que ser feito. Não quero dizer que devemos fazer distinção na forma de combate, pelo contrário, dizer que precisamos trabalhar contra a violência e também contra o preconceito. Porque somos todos seres humanos, criados pelo mesmo Deus “, disse. Ao final, emocionado ele cantou uma canção bíblica sobre o tema.
O cantor de pagode Léo Molekine, que também abrilhantou a abertura da Mostra, também emocionou o público ao entoar o “Choro Negro”, do compositor Paulinho da Viola. Conforme confessou Ifigênia Luis Oliveira, líder comunitária do Barreto e ex-vereadora “Fui às lágrimas pois essa apresentação me fez lembrar das histórias, que minha mãe, Alice da Conceição, neta de escravos, nos contava sobre os sofrimento de nossos antepassados”, disse.
Em seu pronunciamento, o prefeito Luís Camargo, que esteve acompanhado da primeira dama Clau Camargo, enalteceu o trabalho da Secretaria de Cultura, que reuniu ali instrumentos musicais, pinturas sobre telas, fotos e informações, adereços e outros objetos para enriquecer essa reflexão histórica. “É um compromisso que todos precisamos ter de reconhecer o sofrimento do escravizado, mas também sobre sua resiliência, sua capacidade de trabalho e de expressão em todas as artes. O Brasil certamente tem uma enorme dívida para com o povo negro”, disse.
O secretário de Cultura Juvenil dos Santos, acometido de Covid-19, não pôde estar presente e foi representado por funcionários da Pasta, que em seu nome receberam os parabéns por parte dos vereadores Abelzinho, Divinei da Silva, Gabriel dos Santos, Luiz Fernando, Renan de Arujá e Samoel Maia.

Mais Notícias

Sidebar