Foi uma semana difícil para a comunidade arujaense, que perdeu muitas vidas preciosas, dentre estas alguns idosos e outros jovens com um legado de trabalho e muitos sonhos de fazer a diferença. Dentre os que partiram vítimas da Covid destacamos o mestre capoeirista Laercio Alves Rodrigues, bastante conhecido por ter ensinado a arte da capoeira durante décadas nesta cidade.

Mestre Laércio tinha 69 anos, e atualmente residia no Jardim Josely, mas durante trinta anos teve uma academia de capoeira que funcionava na Rua Major Benjamin. Era casado com dona Ernestina e deixa seis filhos. Laércio formou muitos alunos, dentre os quais seu Toninho do Velório. “Era uma pessoa maravilhosa que os alunos nunca esquecerão, porque era correto e dedicado”, disse. Muitas manifestações de pesar nas mídias sociais revelam a tristeza de seus antigos alunos.No dia 15 faleceu senhora Maria da Glória de Jesus, 70 anos, residente em Arujá desde 1982. Ela foi acometida de um AVC, mas na sequência teve os pulmões comprometidos pela Covid e não resistiu. Ela, que era uma pessoa reverenciada pela família por sua força de vontade e alegria de viver, deixa uma imensa saudade entre seus três filhos e um neto. Maria da Glória foi sepultada no Cemitério da Paz apenas com a presença estrita de familiares.

Faleceu também na noite de quinta-feira (15/04),o programador de computação Lincoln Lacerda. Ele era jovem, 37 anos, e estava no auge da felicidade com o nascimento da filha, que ainda nem completou um ano de vida. Era um profissional dedicado, que começou cedo, como entregador de jornais, mas sempre buscando a profissionalização em tudo o que fazia. Sua morte muito rápida foi causada pela Covid e comoveu profundamente a comunidade arujaense.

Também causou profunda comoção e surpresa o falecimento ontem (16/04) de Osvaldo Garcia Filho, 57 anos, gerente geral da Sicoob e um pai de família dedicado e exemplar. Um fervoroso ministro da Igreja Católica, pessoa reconhecida por sua solidariedade e benevolência para com todos. Ceifado num momento em que se mostrava mais entusiasmado e otimista com seu trabalho, ele certamente deixará uma imensa lacuna na sociedade arujaense e muita saudade entre os familiares e amigos.

Ainda na sexta-feira (16/04) faleceu a moradora do Parque Rodrigo Barreto Ana Marcelo Nunes. Ela tinha 46 anos, era casada e deixa uma filha e um legado de dedicação à família. Uma pessoa que sempre se preocupou em fazer o bem e a dar o melhor de si a seus familiares. Ana também foi vítima da Covid-19.

A cidade sofreu várias outras perdas, que não foram registradas nesta edição porque as fotos não foram enviadas.

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