Jogando atualmente na equipe do Handebol Taubaté, onde treina cerca de três a quatro horas por dia, realizando atividades táticas, técnicas e físicas, o arujaense Guilherme Torriani, 22 anos, tem atualmente um propósito bem definido: estar sempre pronto para defender seu clube nos campeonatos brasileiros e principalmente pronto para defender as cores do Brasil na olimpíada de Tóquio, no mês julho. Ele é o camisa 6 da seleção brasileira.

Mesmo desfrutando de todo o suporte de um time profissional e da boa estrutura de uma cidade como Taubaté, o jovem nascido no Hospital do Lions Clube, em Arujá, que até 2017 residia na casa família, no Centro, tem saudades de caminhar pela Avenida Amazonas com o cachorro, e das tardes na casa dos avós, no Jardim Rincão.

“Não consigo visitar meus pais com frequência, mas gosto muito da minha cidade e sempre que posso procuro saber como estão as coisas e encontrar a família em Arujá. No momento, a pandemia mudou nossa rotina como atletas e os treinos acabam exigindo muito mais. Mas estou perfeitamente feliz em poder me aprimorar realizando aquilo que mais gosto de fazer que é jogar handebol”, afirma o atleta ao Jornal de Arujá.

Questionado sobre a escolha pelo handebol, o arujaense afirma que pelo fato dos pais trabalharem na cidade de Guarulhos, ele acabou estudando no Colégio Progresso para facilitar a logística da família e lá teve opção de ingressar em várias modalidades, como o judô, natação, futebol e handebol. “Creio que a experiência do meu pai, Erik, que também foi jogador de handebol, me influenciou e acabei ganhando mais familiaridade e desenvoltura com esta modalidade. E hoje eu respiro handebol”, revela Torriani, que também se diz fã de Kaká, um dos grandes profissionais do futebol brasileiro.

Desde então, seu primeiro clube foi a Metodista em São Bernardo do Campo onde jogou por 05 anos até passar para a categoria juvenil em 2016, quando ingressou na equipe TQHF em Guarulhos. Em 2017 Torriani começou a jogar na equipe de Taubaté. “Foi neste período que cheguei, pela primeira vez na seleção brasileira adulta e joguei meu primeiro Mundial adulto”, recorda.

Tóquio

Guilherme Torriani teve um desempenho fundamental nas disputas que garantiram a classificação do Brasil para a Olimpíada de Tóquio. Ele avalia que é uma conquista inédita, mas trabalhosa.

“Foi inédita porque veio em um pré-olímpico mundial que tinha as seleções da Noruega, Coreia do Sul e Chile. Não começamos muito bem, perdemos o primeiro jogo para a Noruega e os próximos jogos seriam decisivos. Ganhamos da Coreia do Sul, que na primeira rodada havia vencido o Chile e na sequência foi nossa vez de encarar o Chile em um jogo decisivo, começamos mal a partida e fomos para o intervalo perdendo de 6 gols, no segundo tempo conseguimos marcar melhor e tiramos a diferença de gols, garantindo a vaga para as Olimpíadas. A seleção como um todo está muito otimista e trabalhando duro para representar bem as cores do Brasil nesse evento e trazer alegria para o povo brasileiro”, conclui o arujaense.

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