Reflexão: Apoiados na rocha

Reflexão: Apoiados na rocha

Um dos refrões jornalísticos mais verdadeiros, que é o da Rede Bandeirantes, afirma que em vinte minutos tudo pode mudar. Sempre foi assim, mas atualmente, com o avanço das mídias sociais e a rapidez da informação, podemos constatar que as mudanças, movidas muitas vezes por tragédias naturais ou pela própria instabilidade da natureza humana sempre pronta a deflagrar suas guerras, podem mudar a vida das pessoas em fração de segundos, como aconteceu recentemente em Petrópolis, atingida por chuvas e deslizamentos.

A tragédia que ainda não terminou, já que as chuvas continuam a cair torrencialmente, obstruindo o trabalho de bombeiros e outros profissionais, deixou um saldo de 120 mortes e 840 desabrigados, números que ainda podem crescer. E segundo depoimento dos sobreviventes, a primeira e a segunda onda de deslizamentos aconteceram sem aviso prévio, soterrando moradias em questão de minutos, sem dar oportunidade aos moradores de reunir os filhos ou documentos para uma fuga rápida.

De acordo com levantamento de órgãos especializados, há 90 anos não se via chuva com tal intensidade naquela região serrana do Rio de Janeiro, mas bastaram minutos para que o panorama mudasse e com ele a vida de centenas de pessoas. As que sobreviveram sem os entes queridos e perderam suas moradias terão que ter muita força para recuperar o equilíbrio e a vontade de viver.

O Evangelho nos ensina que na vida, seja no aspecto material ou espiritual, é preciso ter os pés na rocha. “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu porque tinha alicerces na rocha”. Quem ouve as minhas palavras e as pratica é como o homem prudente, que construiu a sua casa na rocha”.

Querido leitor e leitora, devemos sempre nos perguntar onde nossos pés e nossos maiores tesouros estão firmados, não só para evitar as tragédias, mas para sobreviver às suas consequências. De acordo com engenheiros, a maioria das moradias de Petrópolis eram bem alicerçadas, porém quando o deslizamento ocorreu não fez distinção. Mas essa não tem sido a realidade de milhares de famílias, não só no Rio, mas em São Paulo e tantos outros Estados e o que se vê muitas vezes é um consumo exagerado de eletrônicos e móveis, para enriquecer moradias de risco.

Seja como for, onde há sobreviventes há histórias de luto, de perdas materiais e de incertezas que precisam ser superadas para que o espírito humano não se deixe soterrar por algo tão ruim quando a tragédia, que é a depressão. Para recuperar o equilíbrio emocional e reagir a isso, é precioso estar firmado na rocha que é Cristo. Famílias que perderam seus entes queridos precisam contemplar o mundo espiritual, crer na ressurreição e se alegrar na certeza de que a morte física não é um ponto final, mas um novo começo para os que vivem na esperança da ressurreição.

Cada um e nós precisa vigiar e orar, porque ainda que nossa casa material esteja construída num lugar sólido, a vida pode mudar de muitas formas, interrompendo os planos, os sonhos, colocando em risco as nossas conquistas, como aconteceu com as famílias de Petrópolis. Precisamos nos perguntar se temos fé, firmeza de caráter, saúde espiritual para olhar as desolações e ainda assim contemplar o mundo espiritual e entender que não estamos só, pois como Jesus afirmou: “Neste mundo tereis aflições, mas tenham bom ânimo, pois eu venci o mundo”. E ele também nos fez uma promessa de não nos deixar sozinhos em meio às aflições. “Eis que estareis convosco todos os dias, até o final dos séculos”.

Então sabemos que Ele nos vê, nos escuta, chora e vibra conosco a cada parte da jornada. Se seguirmos com Cristo, poderemos nos apoiar na rocha mesmo na hora das tragédias.

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