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Celso de Mello: “Grave equívoco institucional” do Senado ao rejeitar indicação de Jorge Messias para o STF

Celso de Mello critica decisão do Senado sobre indicação para o STF

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, manifestou forte desaprovação à rejeição, por parte do Senado, da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (29), o ex-ministro, que atuou no STF entre 1989 e 2020, classificou a votação como um “grave equívoco institucional”.

Segundo Celso de Mello, a decisão do Senado não se justifica diante da trajetória profissional e das qualificações de Jorge Messias, que, em sua avaliação, preenche todos os requisitos constitucionais para ser um ministro do Supremo.

A declaração surge após o plenário do Senado Federal ter rejeitado, no início da noite, a nomeação de Messias, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para preencher a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

“Requisitos plenos” para o cargo, afirma Celso de Mello

O ministro aposentado ressaltou que, em sua visão, “o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte”. Ele considera que não há justificativa plausível para a negativa do Senado.

Celso de Mello expressou profundo pesar pela decisão, afirmando que “considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal”. Ele lamentou a perda da oportunidade de “incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito”.

Oposição no Senado e a rejeição da indicação

A indicação de Jorge Messias enfrentou forte oposição de parlamentares da base governista e de setores que questionavam sua atuação em governos anteriores. Críticos apontaram supostas divergências ideológicas e questionamentos sobre sua capacidade técnica.

A votação no Senado, que resultou na rejeição da nomeação, reflete as complexas dinâmicas políticas e os embates ideológicos que frequentemente marcam as decisões sobre as mais altas cortes do Judiciário brasileiro.

O que acontece agora com a vaga no STF?

Com a rejeição da indicação de Jorge Messias, o presidente Lula precisará fazer uma nova nomeação para a vaga de ministro do STF. O processo de indicação e sabatina no Senado se repetirá, sujeito novamente a debates e votação.

A escolha de um novo nome será acompanhada de perto, pois a composição do Supremo Tribunal Federal tem um impacto significativo nas decisões jurídicas e políticas do país, e a busca por um consenso ou a imposição de uma visão política podem se tornar pontos centrais no debate.

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