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Base do Governo Pede Indiciamento de Bolsonaro e Flávio na CPMI do INSS por Organização Criminosa em Fraudes

Base do Governo na CPMI do INSS Sugere Indiciamento de Bolsonaro e Filho por Fraudes em Descontos Associativos

A base do governo no Congresso Nacional apresentou um relatório à CPMI do INSS que diverge do parecer oficial. O novo documento propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como líder de uma suposta organização criminosa responsável por fraudar descontos associativos do INSS. A iniciativa busca aprofundar as investigações sobre um esquema que teria lesado aposentados e pensionistas.

Além de Jair Bolsonaro, o relatório alternativo também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob a acusação de participação em organização criminosa. Ao todo, o documento sugere o indiciamento ou encaminhamento à Polícia Federal para aprofundamento das investigações de 201 pessoas, incluindo agentes públicos e privados, além de pessoas jurídicas.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro da CPMI, argumentou que mudanças promovidas durante o governo Bolsonaro abriram caminho para as fraudes. Ele citou a publicação de portarias e decretos em 2019 que facilitaram a atuação de entidades na realização de descontos sobre benefícios previdenciários. Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, o relatório aponta que as conclusões são baseadas em documentos e provas, com individualização das condutas criminosas.

Detalhes do Relatório e Acusações

O relatório da base governista detalha que 130 pedidos de indiciamento são direcionados a indivíduos envolvidos diretamente nas fraudes, entre agentes públicos e privados. Outros 71 casos são encaminhados à Polícia Federal para investigações adicionais, abrangendo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas. Entre os citados estão ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

O deputado Paulo Pimenta enfatizou que não se trata de indiciamentos em série, mas sim de responsabilização individualizada com base em evidências concretas. Ele rejeitou a ideia de que a iniciativa tenha caráter de disputa política pré-eleitoral, ressaltando o foco na apuração dos crimes cometidos e na demonstração categórica das responsabilidades.

Propostas Legislativas para Proteção de Beneficiários

O documento apresentado pela base governista não se limita a pedidos de indiciamento, mas também propõe a criação de nove novas leis. O objetivo é combater o assédio comercial contra beneficiários da previdência social e proteger aposentados e pensionistas contra práticas abusivas em operações de crédito consignado, como a venda casada de produtos ou serviços acessórios.

Adicionalmente, o relatório sugere projetos legislativos para aumentar a segurança e a proteção de dados de aposentados e pensionistas. Outras medidas propostas incluem o combate à lavagem de dinheiro por meio de escritórios de advocacia e contabilidade, buscando aprimorar os mecanismos de controle e prevenção.

Recomendação para Modernização das CPIs

O relatório também faz uma recomendação específica ao presidente do Congresso Nacional. Sugere a instituição de uma comissão de juristas de alto nível com o propósito de elaborar um pré-projeto para a modernização da lei que rege as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A intenção é aprimorar o funcionamento e a eficácia dessas comissões investigativas.

Divergências e Votação do Relatório Alternativo

Para os parlamentares da base governista, o relatório apresentado pelo relator oficial, Alfredo Gaspar (PL-AL), não conta com a maioria dos votos na comissão. Eles defendem que, após a votação do relatório oficial, o presidente da CPMI deve colocar em pauta o relatório alternativo proposto por eles. Paulo Pimenta expressou a expectativa de que cerca de vinte parlamentares apoiem o relatório governista e considerou uma irresponsabilidade do presidente da CPMI não permitir a votação do documento.

A defesa de Flávio Bolsonaro, em contato com a Agência Brasil, classificou o relatório governista como uma tentativa de desviar o foco para proteger o presidente Lula e seu filho, Fá bio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que também foi citado no relatório de Alfredo Gaspar. A reportagem informou que a defesa de Jair Bolsonaro também foi procurada e está aberta a manifestação.

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